quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Violência em Orissa

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Jornal UDL


Lute pelo fim da violência no Estado de Orissa

Depois do assassinato do swami Laxmananda Saraswati em 23 de agosto no Estado de Orissa, líderes hindus acusaram os cristãos do assassinato e pediram vingança.

O governo tomou algumas medidas de segurança para proteger igrejas e outros lugares de culto, mas elas não foram capazes de evitar os danos causados aos cristãos e às suas propriedades.

Até 3 de setembro, 36 mortes, a maioria de cristãos, foram informadas.

Devido aos violentos acontecimentos contra cristãos em vários distritos no Estado de Orissa, e a falta de uma resposta adequada e decisiva por parte das autoridades para proteger a minoria cristã, lançamos uma campanha de Ações Institucionais, direcionada às autoridades indianas no Brasil, pedindo pelo fim da violência.

Participe, mandando um e-mail ou uma carta.

Peça o fim da violência

Essa campanha terminará em 1º de novembro de 2008. Mas não participe apenas uma vez, mande quantas cartas e quantos e-mails puder.

Abaixo, você encontra um modelo de texto. Se tiver contato com pessoas que exercem cargos de autoridade no governo (deputados, senadores etc.) incentive-os a participar também.

Não esqueça: as cartas devem ser enviadas diretamente às autoridades indianas e apenas a elas.

Modelo de texto:

Vossa Excelência,

A Índia é a maior democracia no mundo e tem uma longa história de harmonia e paz entre os grupos minoritários do país. Por essa razão, fico chocado com as notícias sobre o assassinato do swami Laxmanananda Saraswati e de mais quatro pessoas em 23 de agosto de 2008, no Estado de Orissa.

Segundo notícias, as conseqüências das mortes têm sido muito piores. A violência anticristã já atingiu pelo menos cinco Estados, e causou mais de 40 mortes e milhares de pessoas refugiadas.

Foi dito que maoístas assumiram a autoria do assassinato, mas representantes hindus dizem que os cristãos são os culpados. Isto afetou seriamente o relacionamento já instável entre hindus e cristãos na região.

Pedimos, por gentileza, uma reação urgente de seu governo para fazer o possível a fim de acalmar a violência e restaurar a paz e estabilidade na região o quanto antes, protegendo a minoria cristã no país.

Em minha opinião, isso deveria envolver o Governo Federal, autoridades do Estado e líderes locais, incluindo os líderes religiosos.

Peço também que seu governo considere tomar os seguintes passos:

• Indicar uma agência de investigação para averiguar o caso de forma apropriada e imparcial;
• Disponibilizar forças paramilitares o suficiente em todas as áreas afetadas, a fim de prevenir mais violência.

Baseado no resultado da agência de investigação, os culpados devem ser processados por incitar violência, e as vítimas devem ser indenizadas por suas perdas, de acordo com a investigação imparcial dos danos.

Conte com minhas orações pela rápida restauração da paz e da estabilidade na região. Que todas as autoridades envolvidas sejam agraciadas com a sabedoria necessária.

Certo de sua boa vontade.

Atenciosamente,

(coloque seu nome)


Para onde mandar?

com@indiaconsulate.org.br, elson@indiaconsulatemg.org, ambassador@indianembassy.org.br, amb.brasilia@mea.gov.in, dcm@indianembassy.org.br, hoc@indianembassy.org.br

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Cônsul Honorário da Índia

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Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Não voto em “pastores”

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domingo, 21 de setembro de 2008

Não voto em "pastores"
José Barbosa Junior

[...] Bem, sou a favor de cristãos no processo político, mas não de pastores, e por isso decidi escrever esse artigo.

Não voto em "pastores" porque são COVARDES! Alguém que abraça o ministério e quer buscar algo fora dele é covarde! (Lc 9.62) Não há outra palavra! É alguém que não confia no Deus que o chamou (se é que foi chamado) para suprir-lhe as necessidades e para executar através da pregação; a mais maravilhosa mudança que qualquer país pode ver, a mudança de um ser desgraçadamente perdido em alguém surpreendentemente salvo pela graça. Mas isso já foi esquecido há muito tempo...

Queremos templos cheios e bolsos também... Se estar lá (no poder) vai me dar "melhores" chances de "pregar o evangelho" é isso que eu quero... Concessões de rádio... de TVs, etc. Nem que para isso eu tenha que votar em projetos que achatem o povo em vis salários, que oprimam o direito do trabalhador, e tudo mais.

(*
Vemos muitos escândalos e desvio de ética cometido por pastores. Por exemplo, o Deputado Federal Pastor Lincoln Portela (MG) votou "Sim" a criação da nova CPMF, rebatizada de Contribuição Social para Saúde. Veja:
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac187904,0.htm)


Tenham coragem! Abandonem seus ministérios e se corrompam de vez, pastores que só apascentam a si mesmos! (Jd 1.11, 12)Encham o bolso de dinheiro e percam de vez a sua alma! Renunciem ao chamado e assumam que o poder humano é mais atraente que a pregação do verdadeiro evangelho e o apascentar de suas ovelhas. Ovelhas essas já abandonadas por causa de sua ganância pelo poder terreal. (Sl 44.22; Rm 8.36)

Não voto em "pastores" porque USAM DE UM DOM DIVINO PARA ALCANÇAREM FAVOR HUMANO!Como assim? Pensem comigo, pastor não é título é dom, e dom é dado por Deus para a edificação da IGREJA, não do CONGRESSO ou do SENADO ou das ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS... Portanto ao utilizarem o "título" de pastor para alavancarem suas campanhas agem em desacordo com a Palavra de Deus, que diz que o dom é para a edificação da IGREJA.

Imaginem uma campanha assim: FULANO de TAL, esse fala em línguas! ou BELTRANO, o PROFETA! ou ainda SICRANO DA SILVA, o que discerne espíritos! Ora, seria uma aberração! Pois não é diferente no caso dos pastores. Só que por nossa falta de conhecimento da Palavra acabamos deixando pastor virar título sem nenhum compromisso com o dom. (Ef 4.11, 12). Pastor tem que ser pastor na igreja, para a igreja, e pela igreja, para a edificação do corpo, para qual os dons são distribuídos.

Finalmente, não voto em pastores porque OS AMO e gostaria de vê-los cumprindo aquilo para o qual foram chamados. Há um poema evangélico sobre pastores que diz:

"fostes chamado
para uma tão nobre missão,
que nem aos anjos
foi dada executá-la"


Pastores, acordem! Vocês tem uma obra muito maior que a política. Não desçam de onde estão, não queiram ser rebaixados a deputados, senadores, etc. Cumpram com zelo e amor o ministério para o qual o próprio Deus os chamou. (Tm 4.5). Se não são chamados por Deus, arrependam-se, assumam seus erros, abandonem o ministério e aí sim, abracem a carreira que quiserem, mas não queiram fazer do dom de Deus trampolim para suas aventuras carnais, humanas. Vocês até podem pensar que isso é o que Deus colocou em seus corações, mas "ENGANOSO É O CORAÇÃO..." (Jr 17.9)

Igreja, nós os que vamos votar, tenhamos misericórdia dos "pastores" candidatos, e não votemos neles! Oremos para que despertem para o seu ministério novamente e oremos também para que Deus levante homens e mulheres, comprometidos com o Reino e com o povo para fazerem diferença no nosso cenário político.

Com muito carinho, de alguém apaixonado por política, mas que tem como grande amor o evangelho;

José Barbosa Junior.


(Extraído do site: www.crerepensar.com.br)

*Esta nota não faz parte do texto original de José Barbosa Junior. Foi acrescida como exemplo da indiferença de líderes eclesiásticos com a expectativa de seus eleitores em representá-los.

A campanha eleitoral: Raiz de todos os males Paul Freston

O cristão e a política Márcio Nogueira

O poder inebriante da política João A. de Souza Filho

O cristão e a política

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O cristão e a política

Por: Márcio Nogueira
Igreja Nova Vida


Nos últimos 25 anos, o crescimento em número dos evangélicos coincidiu com uma maior conscientização das possibilidades da liberdade, do poder dos grupos e da democracia. Assim, de comportado e submisso curral eleitoral até final dos anos 70, os rebanhos evangélicos evoluíram para disputadas hostes de votos que poderiam ser capitaneados através de alianças dos caciques políticos com os pastores evangélicos.

Essa descoberta do crescente poder de voto dos evangélicos gerou algumas palavras de ordem nos arraiais evangélicos: "Irmão vota em irmão"; "O Brasil é do Senhor Jesus"; "Vamos ganhar nossas cidades para Cristo"; "Comunistas comem criancinhas"; "Vamos eleger o primeiro presidente evangélico do Brasil" (o Gal, Geisel, luterano, não eleito, era evangélico?); "Não troque seu voto por tijolo para a sua igreja"; "Vamos invadir o arraial do inimigo". Toda sorte de argumentação dita bíblica se espalhou para alicerçar posições a favor ou contra candidatos, partidos, ideologias.

Na história recente do Brasil, pastores evangélicos alcançaram as mídias de massa com discursos tanto revolucionários como extremamente conformistas, reacionários. Alguns pentecostais foram tachados de direitistas e outros de alienados; pastores de igrejas históricas e de teologias mais liberais foram associados a movimentos gays, esotéricos ou espiritualistas; igrejas envolvidas com movimentos sociais foram identificadas como o "perigo vermelho".


A conversão do diabo

A babel se instaurou nas planícies evangélicas: muitos inocentes úteis foram cooptados pela mídia secular para fazer discursos ora de ataque a evangélicos de uma facção, ora a defender pontos de vistas claramente profanos. Por outro lado, houve visível escalada da ambição de poder temporal por parte de muitos líderes, denominações, indivíduos e instituições evangélicas. Se a política se cristianizou, o fez às custas da profanação do poder eclesiástico.

Ao longo das últimas campanhas presidenciais, por exemplo, o sempre candidato Lula foi chamado de "diabo" por alguns líderes evangélicos. Hoje, a aliança do PT com o PL (partido onde atua preponderantemente a Igreja Universal) nos faz pensar: mentiram os pastores, no passado, ou o "diabo" se converteu?

A antes eterna polêmica - "Pode um pastor concorrer a um cargo público?" - foi amenizada por outras questões: que aliança "devemos" fazer? (implicitamente, este "devemos" significa "nós", igreja, denominação ou grupo evangélico de interesse); como ter certeza de que vamos eleger uma pessoa "comprometida com os princípios cristãos, custe o que custar"? Como de costume no meio evangélico, todos recorrem à Bíblia.


A Bíblia e a política

Usada como fonte da verdade para as diversas áreas do conhecimento humano, a Bíblia se presta a defender pontos de vista até mesmo antagônicos. Assim é que, sendo aplicada como base de doutrinas, teologias, ideologias ou interesses, os homens dela extraem os fundamentos de suas "particulares interpretações". 

Como resultado dessa miscigenação de texto sagrado com casualidades humanas, descobre-se uma vasta literatura defendendo os mais diversos pontos de vista. De fato, há suficientes porções da Bíblia que nos permitem verificar que o povo de Deus viveu e participou dos fatos políticos - ativa ou passivamente - nos diversos períodos da história. Há um desfile imenso de personagens que ocuparam posições e exerceram poder político, quer tenha sido em relação ao povo de Deus como sobre nações pagãs: José, Moisés, Davi, Daniel e outros mais.

Se há evidências bíblicas e históricas no cristianismo tanto dos benefícios e como dos riscos da participação política, o que fazer, então? Dentre muitos textos bíblicos que possam nos fornecer alguns princípios para analisar este tema, recorro ao apólogo de Jotão, em Juizes, capítulo 9. Nele encontramos algumas luzes que podem iluminar o caminho das nossas decisões políticas.


Jotão, o sobrevivente

Gideão, juiz de Israel durante 50 anos, é mencionado em Hebreus 11.32 como um dos notáveis homens de fé no período do Velho Testamento. Não obstante tal reconhecimento, ele é citado também como exemplo de líder do povo de Deus que cedeu às pressões da idolatria. Ele manchou o final de sua vida com uma escolha que veio a "ser um laço... e à sua casa"(Juizes 8.27). Embora Gideão tenha resistido à tentação de aceitar a criação de uma dinastia real (8.22-23), a tal estola sacerdotal que fez para si representava a tentativa de usurpação de um poder maior ainda: o de ser o intermediário divino, o sacerdote.

O laço de Gideão logo se manifesta por meio de Abimeleque, um dos filhos de Gideão. Logo após a morte de seu pai, Abimeleque assassina sessenta e nove dos seus setenta irmãos - sobrevivendo apenas Jotão, que se escondera. A ânsia de poder provocou essa dissidência e Abimeleque proclama a cidade de Siquém - de onde sua mãe era originária - como um estado independente, chegando a dominar sobre todo o Israel durante três anos.

Jotão, compreendendo que a idolatria de seu pai agora se manifestava na rebeldia de Abimeleque, proclama a verdade aos moradores de Siquém: eles deveriam refletir sobre a escolha que estavam prestes a fazer, seguindo a Abimeleque.


A voz do profeta

O discurso de Jotão começa com uma advertência: "Ouvi-me... e Deus vos ouvirá" (9.7). Os homens de Siquém estava prontos a seguir um de seus filhos notáveis - Abimeleque - mas não compreendiam o caráter profético da condenação que pairava sobre ele. Jotão tentava adverti-los a não seguirem Abimeleque, que caíra no laço de desejar inaugurar uma dinastia real para Israel.

Gideão havia recomendado a todo Israel: "Não dominarei sobre vós, nem tão pouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor vos dominará" (8.23). Mas as suas palavras foram abafadas pelo seu gesto seguinte, assumindo um poder sacerdotal do qual não fora investido. Quando Abimeleque mata os seus irmãos e oferece-se como "dominador", o gesto de Abimeleque falando mais alto: a sede de poder!

Depreendemos desse primeiro ponto do apólogo de Jotão que toda dominação sobre o povo de Deus não pode ser derivada de palavra humana. Antes, qualquer decisão precisa resultar de uma convocação profética para a igreja, destinada a ser sal e luz do mundo. Não devem os cristãos, individual ou coletivamente, ceder a argumentos, mas reconhecer a sua vocação profética em cada momento e lugar que vivam. A igreja que anuncia é a mesma que denuncia. O evangelho é perfume de vida, mas também perfume de morte. E Jotão começa a descrever tal forma de compromisso.


A oliveira

Os homens de Siquém compreendiam o significado dos elementos da paisagem rural da época - motivo pelo qual Jotão apelou para uma comparação singela, que todos pudessem compreender: os homens de Israel seriam as árvores e a oliveira seria uma primeira escolha de um tipo de rei, de governante. As árvores teriam dito à oliveira: "Reina sobre nós!". Mas, esta se esquivara, dizendo: "Deixaria eu o meu óleo, que Deus e o homem em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?" (9.9).

A oliveira é a árvore da qual se extraía, por meio da prensagem do seu fruto, o azeite. Ela tipificava a fonte da unção do povo de Deus. Era da oliveira que vinha o caráter sagrado dos ritos e da religião, pois ela fornecia o óleo através do qual coisas, pessoas e animais eram consagrados.

A recusa da oliveira é a representação de uma posição típica do povo de Deus em todas as épocas: "Nós, os pastores, o povo de Deus, a Igreja, não devemos nos envolver nestas questões de política, de escolher quem vai nos governar. Não devemos comprometer a nossa unção". A recusa da oliveira é o posicionamento do cristão diante da política quando diz: "Isto nada tem que ver comigo, não me afeta - ou até mesmo pode me contaminar. Deus tem prazer na minha unção - e a minha pureza é também apreciada pelos homens". Certamente, o argumento é justo, mas desconhece um perigo que será explicado mais adiante por Jotão. 


A figueira

A próxima alternativa para os homens de Siquém seria a figueira.

Uma curiosidade sobre a figueira nos permite entender porque tal árvore foi utilizada por Jesus como exemplo do que o pecado provocava em Israel: ela produz o seu fruto antes das folhas, ao contrário das demais árvores. Ela simbolizava, assim, a necessidade de uma espiritualidade verdadeira (os frutos), antes de uma religiosidade aparente (as folhas).

Esta era a próxima escolha que Jotão oferecia: "Se vocês rejeitam a Deus (desejando escolher um rei), e aos seus ungidos (a oliveira), pelo menos aceitem homens espirituais (figueiras com frutos). Mas, tal figueira não se apresentou disponível, se justificando: "Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores?" (9.11).

A recusa da figueira é, também, um sinal justo de precaução diante de outra verdade historicamente comprovada: muitos cristãos, envolvendo-se na política, perdem a sua "doçura" (espiritualidade), o seu fruto é arrancado da sua vida. Mas, é suficiente este argumento para então recusar uma chamada ao desafio de participar do ato de "pairar sobre as árvores" (governar, em algum sentido)? Igualmente, Jotão irá concluir que, não obstante a verdade do argumento da figueira em não se envolver, a sua recusa implicava em um perigo maior ainda.


A videira

A terceira alternativa oferecida por Jotão foi a videira - uma parreira de uvas.

Há mais de uma dezena de palavras em hebraico e grego para designar o que entendemos biblicamente como videira. Este fato realça um dos símbolos da videira, em termos bíblicos: prosperidade sobre toda a nação. Isto é, o vinho - resultado de prensar o fruto da videira - é o elemento presente nas festas, o símbolo da alegria. A diversidade dos frutos expressa nas muitas expressões da língua para representar a videira - típico de cada região e clima - alude ao fato de que as videiras se espalharam sobre todo o Israel. Era, assim, a prosperidade, a alegria, a paz, a força de Israel. A videira simboliza, deste modo, a bênção de Deus repartida sobre o Seu povo, o cumprimento das Suas promessas sobre a nação obediente. É a vitória dos valores divinos sobre os valores humanos.

Quando Jotão conta aos homens de Siquém que as árvores se contentariam apenas com a videira ("bons cristãos") para "pairar sobre as árvores", também lhes fala da recusa da videira: "Deixaria eu o meu vinho (os meus valores, as minhas bênçãos, a minha prosperidade)...?".

A recusa da videira representa o argumento de que as bênçãos de Deus e a prosperidade dos cristãos não devem ser desperdiçadas em "negócios deste mundo". Aparentemente, esta prudência se justificaria, mas ela desconhece o perigo que, finalmente Jotão proclama aos moradores de Siquém.


O governo do espinheiro

Somente ao sermos apresentados à opção do governo do espinheiro é que compreendemos que as três primeiras alternativas compunham três diferentes grupos de preferências, mais do que uma hierarquia de escolhas. Isto é, algumas árvores procuraram a oliveira; outras, a figueira; e outras mais, a videira. A ordem não especificaria uma distinção hierárquica entre unção, espiritualidade e valores. Ao contrário, as alternativas apresentadas por Jotão procuram relevar a necessidade da presença e preservação desses valores em todas as escolhas do cristão.

Mas, no caso do espinheiro, a escolha foi unânime: "...todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós". A linguagem não é mais uma amenidade - "pairar sobre nós", como que a demonstrar um certo nível de igualdade e tolerância entre as árvores. Não é um grupo aceitando um domínio consentido da oliveira, da figueira ou da videira sobre todas elas. Mais do que um consenso, o convite ao espinheiro é uma permissão expressa: "Vem tu [espinheiro], e reina sobre nós". Não há engano nessa escolha, pois a unanimidade dos participantes e a concordância de propósito atestam o caráter de uma decisão fruto de uma vontade coletiva. Jotão assim descreve como tal escolha parecia ter sido feita pelos habitantes de Siquém: "de verdade e com sinceridade" (9.16).

Diferentemente das árvores anteriormente convidadas, que centralizaram nas suas qualidades um argumento de recusa, o espinheiro realça a natureza do relacionamento que estaria por se tornar realidade. A oliveira não quis comprometer a sua unção. A figueira declarou-se zelosa de não arriscar a sua espiritualidade. Enfim, a videira não arriscou desperdiçar os seus valores. Mas o espinheiro, este foi ao ponto principal e disse: "Se vocês estão me escolhendo, saibam que eu vou assumir domínio sobre vocês!". Mesmo diante desta advertência, Abimeleque foi proclamado rei.


Escolhas e não-escolhas

Uma análise simples, baseada no apólogo de Jotão, nos permite reconhecer que há sempre duas grandes escolhas presentes na vida dos homens: o governo de Deus (que Gideão defendera em palavras, mas recusara com seu gesto de auto-unção) ou o governo dos homens (o domínio dos espinheiros). A alternativa de escolhermos entre a oliveira, a figueira ou a videira não é uma oposição ao governo do espinheiro. Antes, são o compromisso do cristão diante de qualquer tipo de "árvore que paire" sobre a sociedade. A unção, a espiritualidade e os valores do cristão são realidades que devem resistir até mesmo ao fogo do espinheiro.

O espinheiro é sempre a alternativa do poder temporal, secular - quer seja político, social, econômico ou das armas. O espinheiro sempre "cospe fogo" (9.15) para exercer seu domínio, e punir os que lhe resistem. Todo sistema humano de representação de poder é babilônico, demoníaco - por definição da natureza dos poderes deste mundo. Entretanto, a presença do cristão o torna "sal e luz" neste mundo. O cristão planta o poder de Deus, através das oliveiras, figueiras e videiras "no arraial do inimigo" - sempre expostas ao fogo do espinheiro.

As nossas escolhas não mudarão a natureza do governo do espinheiro - com o qual as alianças são impossíveis de se fazer. A cristianização de uma nação (uma espécie de evangelização sem Cristo, pelo domínio dos meios políticos) não produz a justiça de Deus. Entretanto, a não-escolha significa que estamos escolhendo o espinheiro, por omissão. Se a nossa unção, espiritualidade e valores não podem ser a expressão viva do poder de Deus - inclusive nas escolhas políticas - então seremos consumidos pelo fogo do espinheiro...!


Envolvimento ou não-envolvimento

Não é o escopo dessa singela reflexão esgotar as possibilidades teóricas sobre os pontos a favor ou contra o envolvimento do cristão na política - ou da Igreja nos poderes temporais. A realidade supera a vitória de qualquer discurso que vença a questão: o mundo sempre cobra o testemunho dos cristãos através das suas escolhas. Durante o holocausto nazista, o silêncio dos cristãos locais se fez rompido quando o pastor Bonhoeffer foi martirizado em um campo de concentração, às vésperas da capitulação do III Reich. Somente cinqüenta anos depois houve um meia culpa - que, mesmo assim dividiu os cristãos - quando muitas igrejas e líderes pediram perdão, publicamente, pelos seus atos de omissão enquanto Hitler "cuspia fogo" pelo espinheiro do nazismo.

A sociedade consumista, permissiva e egoísta que nos envolve já invadiu o arraial do povo de Deus. De tempos em tempos, vemos que a unção de líderes é comprometida pelas alianças indevidas; que a espiritualidade dos cristãos não é suficiente para evitar a corrupção de pastores, empresários, políticos e outros que se dizem cristãos. Os valores da vida cristã parecem não resistir à sedução de aceitarmos um confortável lugar de reconhecimento na sociedade. Honestidade, pureza sexual, fidelidade ao cônjuge, piedade em relação aos pobres e desafortunados, uso das nossas riquezas em prol da evangelização, amor à vida destruída pelo aborto, compartilhar bênçãos e valores - tudo isto tem deixado de ser o alvo das nossas escolhas. A conformação ao mundo remove a perseguição e a acusação de sermos legalistas, moralistas, radicais.

Mais poder, mais riqueza, mais fama tem substituído a prioridade de unção, espiritualidade e valores. Como conseqüência, o envolvimento na política pode correr o risco de ser, não uma empreitada de "iluminar" ou "salinizar" o mundo, mas uma verdadeira contaminação do povo de Deus e da Igreja. Mas não precisa ser assim.

Se um cristão, um líder ou denominação advoga um não-envolvimento, que avaliem até que ponto tal ato será uma omissão que acaba contribuindo para consolidar o poder do espinheiro. Por outro lado, se um cristão, um líder ou uma denominação defendem e participam politicamente, seu maior desafios são permanecerem fiéis ao chamado profético de influenciar, em lugar de serem influenciado. De serem luz, em lugar de trevas. De fornecerem saber, em vez de serem pisados pelos homens.


Testemunho e martírio

Para ambos - tanto para o que se envolve, quanto para o que não se envolve - a questão maior sempre será evitar o laço de rejeitar o governo pessoal de Deus sobre as suas próprias vidas. Os governos humanos e os poderes invisíveis são sempre passageiros - por mais que exerçam seus domínios por algum tempo.

Em tempos de aparente paz, a nossa luz é denominada "testemunho". Em tempos de perseguição, a palavra é "martírio". Ambas têm o mesmo sentido original, no Novo Testamento. João, o batista, pagou com o preço da sua vida, quando sua pregação denunciou as trevas que haviam se abatido sobre o trono de Israel. Seu anúncio do Messias era, ao mesmo tempo, denúncia da impiedade e da pecaminosidade do rei Herodes, o tetrarca. O testemunho de João foi o seu martírio, para obedecer a Deus, resistiu ao poder do rei.

Todas as autoridades estão debaixo do governo de Deus. Por este motivo, aumenta a nossa responsabilidade das "oliveiras", "figueiras" e "videiras" no processo de escolha na sociedade. Nossa omissão pode ceder lugar ao espinheiro. Mas, em cada geração, a principal escolha é sempre escolher o que não nos afaste de Deus. Eis o grande desafio.


Hollywood, heróis e fé

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21/09/2008 - 09:49 por Nataniel Gomes

Hollywood, heróis e fé

As histórias em quadrinhos não são maniqueístas, o herói podia acabar com o vilão na hora que bem quisesse, mas ele alimenta a esperança de redenção e justiça.

Hollywood já descobriu há muito tempo que as histórias em quadrinhos têm um público fiel de ardorosos fãs e um potencial cinematográfico fantástico. Quem não se lembra, por exemplo, dos verdadeiros blockbusters baseados em quadrinhos como Superman, com Christopher Reeve, e Batman, estrelado por Michael Keaton? Recentemente, o público pôde ver nos cinemas as trilogias do Homem-Aranha e dos X-men, os dois filmes do Quarteto Fantástico, Hulk, O Justiceiro, A volta do Superman, Homem de Ferro, Demolidor, Motoqueiro-Fantasma... Além de mais um filme do homem-morcego e um solo de Wolverine.
Mas o que isso tem a ver com o Cristianismo? Muito. Afinal de contas, o ponto em comum de todos esses filmes é a eterna luta entre o Bem e o Mal, protagonizada desde o início dos tempos entre as hostes celestiais e as forças das trevas. Na verdade, as histórias em quadrinhos não são maniqueístas, o herói podia acabar com o vilão na hora que bem quisesse, mas ele alimenta a esperança de redenção e justiça.
Desde a década de 1960, quando começaram a surgir num contexto de profundas transformações sociais e comportamentais, essas histórias trouxeram personagens cheios de contradições como qualquer ser humano, com suas angústias e desafios. Vejamos alguns casos recentes que o cinema retratou:
Homem de Ferro – Tony Stark é um multimilionário da indústria armamentista que se torna vítima das próprias armas que constrói e vende pelo mundo. Quando isso acontece, descobre que precisa mudar de vida e assume seu papel na luta contra a violência. Torna-se um mocinho, mas, a exemplo de Paulo, tem o seu “espinho na carne” – ferido em um atentado, precisa ficar constantemente ligado a um aparelho que o mantém vivo. E ainda enfrenta as constantes tentações do álcool e das mulheres.
X-Men – Os protagonistas são seres humanos que nasceram diferentes dos demais. Por isso, são perseguidos e discriminados como se fossem animais. Surgem então dois caminhos para os mutantes: ajudar a humanidade, como propõe Charles Xavier, o líder dos X-Men, ou simplesmente exterminar o homo sapiens, a sugestão de Magneto. As analogias estão ligadas ao momento de criação dos personagens. Charles Xavier representa o ministro batista e defensor dos direitos humanos Martin Luther King Jr, e Magneto encarna o perfil de Malcolm X, ativista que defendia uma luta armada.
Demolidor – O jovem Mathew Murddock perde a visão em um acidente, mas consegue potencializar seus outros sentidos e se torna um advogado (afinal, a justiça é cega, mas ele vê o que ninguém consegue enxergar). Cristão praticante, ele se veste como um demônio para atemorizar os criminosos.
Quarteto Fantástico – Mostra um grupo de amigos que sofre os efeitos de uma tempestade cósmica e desenvolvem super-poderes: força, elasticidade, invisibilidade e transformação em fogo. Mesmo possuindo dons diferentes e necessários para salvar o mundo, eles vivem brigando entre si, como fazemos em nossas igrejas.
Superman – Enviado a este mundo por seu pai, ele é adotado por um casal, dedica sua vida a salvar pessoas e cumpre uma vocação para praticar o bem. Isso lembra alguma coisa? Embora criado por judeus, o personagem retrata a figura messiânica de Jesus de forma bela, certamente de maneira inconsciente. É por isso que o autor de Eclesiastes diz que Deus colocou a eternidade no coração do homem.

Braços de Amor

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Meditação: Não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. (1 João 3:18)

 

Pensamento: A compaixão coloca o amor em ação.

 

Leitura: 1 João 3:16-20.

 

Mensagem:

Braços de Amor

 

            Muitos estudantes universitários fazem viagens missionárias durante o verão. Mas é raro que alguém volte com planos de resgatar um bebê. Mallery Thurlow, estudante de uma universidade de Michigan, foi para o Haiti ajudar a distribuir comida. Certo dia, apareceu uma mãe no centro de distribuição com uma criancinha muito doente em seus braços. A mulher não tinha opções. A criança precisava fazer uma cirurgia, mas ninguém queria fazê-la. Sem intervenção cirúrgica, a criança ia morrer. Mallery tomou a bebezinha Rose em seus braços – e no seu coração.

            Depois de voltar para os EUA, Mallery procurou alguém que pudesse operar o bebê. A maioria dos médicos dava pouca esperança. Por fim, Rose recebeu um visto para poder sair do Haiti e Mallery foi buscá-la. O Hospital de Crianças de Detroit doou a cirurgia de 100 mil dólares, que teve grande êxito. Uma pequena vida foi salva.

            É pouco provável que nós venhamos a ter um impacto tão dramático sobre outras pessoas. Mas, desafiados pela disposição dessa estudante, podemos encontrar formas de prover ajuda. Ela não deixou que as circunstâncias, sua juventude e as inconveniências a impedissem de salvar a vida de Rose.

            Como ela, somos chamados a amar "em ação e em verdade" (1 João 3:18). Quem necessita que você seja os braços amorosos de Deus, hoje?

 

FONTE:

J. David Branon

Nosso Andar Diário

Ministério RBC


Cristianismo Hoje

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Enquanto aconteciam as olimpíadas, nós estávamos "correndo" para preparar mais conteúdo especial para o portal Cristianismo Hoje. Ele está cheio de novidades para você.
Confira:





Articulistas


01 Brian McLaren
02 Carlo Carrenho
03 Carlos Queiroz
04 Ed René Kivitz
05 Eduardo Rosa
06 Eugene Peterson
07 Esther Carrenho
08 Philip Yancey
09 Ricardo Agreste
10 Ziel Machado
Entrevista


Um outro evangelho
Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Mackenzie, fala sobre "o outro evangelho" que cada vez mais está invadindo a Igreja.
Matérias


A bênção de ser ouvido
Ministérios cristãos trabalham para ajudar os viciados em sexo.
Nada além de devoção
Novos estudos rechaçam a tese de que Maria Madalena teria sido mulher de Jesus.
A caneta que cura
Philip Yancey escreve para salvar seu passado - e o futuro de outros.



 

Especiais


A vida e a morte de um mártir moderno
Uma biografia de Dietrich Bonhoeffer.
Sufocando a ansiedade
Charles Swindoll fala sobre como deixar de se preocupar e entregar suas ansiedades nas mãos de Deus.
Disciplinas cristãs como caminho para a graça
Uma conversa entre Richard J. Foster e Dallas Willard.
Conte suas surpresas
Um testemunho pessoal e emocionante de J.I. Packer.
Depois do inverno, vem a primavera
Gary Chapman fala da esperança diante das fases difíceis do casamento.


Boa leitura. E indique Cristianismo Hoje aos amigos.

Marcos Simas
Editor

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[Fwd: Respondendo às Críticas]

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Meditação: Mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus. (1 Pedro 2:12)

 

Pensamento: O testemunho mais efetivo é uma vida santificada.

 

Leitura: 1 Pedro 2:4-12.

 

Mensagem:

Respondendo às Críticas

 

            Abraham Lincoln sabia o que significava enfrentar críticas. Ele é citado pelas palavras que disse: "Se eu me dispusesse a não somente ler, mas a responder a todos os ataques que me são feitos, este escritório estaria fechado para qualquer outra atividade. Eu faço o melhor que sei fazer – o melhor que posso; e pretendo continuar assim até o fim. Se no final eu tiver me saído bem, o que é dito contra mim não valerá nada. Se no final eu estiver equivocado, mesmo se dez anjos jurassem que eu estava certo, isto não faria qualquer diferença".

            Lincoln, enfrentando uma forte oposição, conseguiu reunificar os Estados Unidos, ganhou a Guerra Civil e aboliu a escravidão nos EUA. Se tivesse permitido que seus críticos o derrotassem, Lincoln não teria realizado o que fez.

            O apóstolo Pedro compreendeu os perigos da crítica sem fundamento. Ele escreveu: "Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus" (1 Pedro 2:12).

            As críticas podem consumir nossas vidas a ponto de ficarmos emocionalmente paralisados; ou podemos dispor nosso coração a servir a Deus com fidelidade sem nos deixar abalar pelas críticas, colocando Deus em evidência. Quando fizermos isso, não precisaremos responder aos nossos críticos com palavras – as nossas vidas vão dizer tudo o que é necessário.

 

FONTE:

William E. Crowder

Nosso Andar Diário

Ministério RBC



Ele Está Lá Esperando

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Meditação: Eu não disse… Procurem-me à toa. (Isaías 45:19)

 

Pensamento: Temos procurado Deus em todos os lugares errados?

 

Leitura: Isaías 45:18-25.

 

Mensagem:

Ele Está Lá Esperando

 

            Nunca vou esquecer a minha experiência frustrante, quando fui à estação de trem, de manhã bem cedo, para buscar uma parente idosa que estava chegando. Quando cheguei, ela não estava no lugar onde eu achava que estaria. Com uma crescente ansiedade eu percorri a estação, em vão. Achando que ela tivesse perdido o trem, eu já estava indo embora, quando olhei de relance por um corredor, em direção à área da bagagem. Lá estava ela, com a bagagem a seus pés, esperando pacientemente a minha chegada. Ela esteve ali o tempo todo. E, para meu demérito, ela estava exatamente onde deveria estar.

            Assim é com Deus. Ele está lá, esperando pacientemente por nós. Ele nos assegura: "eu não disse… procurem-me à toa" (Isaías 45:19). Por que, então, muitas vezes temos dificuldades de encontrá-lo? Provavelmente porque estamos olhando em todos os lugares errados.

            Você irá encontrá-lo exatamente onde ele deve estar: na sua Palavra, na oração e na voz do Espírito Santo que vive em nós. O Deus que disse "Busquem, e encontrarão" (Mateus 7:7) também promete: "Que recompensa aqueles que o buscam" (Hebreus 11:6). Por isso, você pode regozijar-se, pois Deus está exatamente onde deveria estar, e ele está esperando por você, agora mesmo.

 

FONTE:

Joseph M. Stowell

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Ministério RBC


Fala Pastor - Saltando os obstáculos

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Saltando os obstáculos

 
Corrida com obstáculos: haviam muitas preferidas nessa olimpíada; as russas, as quenianas, mas uma chamou mais atenção, uma espanhola, pequenina. Esta mulher tropeçou em um obstáculo, caiu e a partir disto não conseguiu mais competir.
O Ap. Paulo fez uma analogia com a corrida e a vida real. Muitas vezes podemos cair e não levantar ou saltar obstáculos e prosseguir.
A coisa fica mais séria quando se trata dos projetos de Deus para nossa vida. Desistir de algo que Deus nos deu é desistir de um bem de valor incalculável, é brincar com algo de muito valor, porque o propósito da sua vida vai partir daquilo que Deus te deu como objetivo.
Salte os obstáculos, não brinque com coisas de muito valor.

Quando entendemos o cenário político e de expansão da Igreja primitiva, é possível entendermos o tamanho dos obstáculos que os Apóstolos enfrentavam. Imagine os obstáculos que Paulo enfrentava nas cidades por onde pregava o evangelho. Enfrentava batalhas ferradas, não havia mínima infra-estrutura, havia hostilidade por onde passava.
Imagine ao chegar à Grécia, no berço da filosofia, onde tudo era razão, onde os homens encontravam-se para discutir sobre doutrinas espirituais, pregar o evangelho neste lugar era uma grande batalha.
Quando você está nesses lugares observa tamanha resistência. O Coliseu, por exemplo, nos tempos dos primeiros cristãos, lá havia lutas entre homens e animais, entre cristãos e leões, e como não havia luz e as lutas eram feitas à noite, eles penduravam os cristãos nos postes e colocavam fogo nos corpos para iluminar a batalha.

Em Atos 13 vemos a primeira grande viagem missionária de Paulo com a meta de pregar o Evangelho em todos os lugares, conforme Jesus ordenou.

ATOS 13.1-5
"E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.
E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador."


Paulo foi muito vitorioso em seu ministério, saltou muitos obstáculos, e sua vida nos inspira a fazer o mesmo. O que este homem sofreu pelo Evangelho, envergonha qualquer um de nós que se diz estar sendo perseguido.
Além do fato de ter uma identidade pessoal (saber quem ele era para Deus), sabia para que Deus havia o chamado (sua missão) e o propósito disto (o objetivo). Pessoas que sabem essas três coisas são concentradas, são indestrutíveis, chegam independente das circunstâncias onde devem chegar, e não há crise.

CRISE = Oportunidade (em japonês)

O fundador de uma das maiores empresas automobilísticas do mundo disse:
-"Obstáculos são aquelas coisas que vemos quando tiramos os olhos de nosso alvo".

Obstáculos nos dão à oportunidade de andar em maturidade, e não de forma imatura. Quantas pessoas não estão experimentando um atraso por que estão sendo 'meninos' de Deus e não homens de Deus e maduros em suas lutas.

Se quisermos saltar obstáculos e alcançar vitórias, DEVEMOS AMADURECER EM MEIO A CONFUSÃO.

Paulo era homem de Deus e não menino.

Atos 13.6-12
"E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus,
O qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, homem prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus.
Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul.
Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,
Disse: O filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?
Eis aí, pois, agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. E no mesmo instante a escuridão e as trevas caíram sobre ele e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão.
Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor."

Paulo teve várias reações em frente aos obstáculos:
1. REAÇÃO A AFRONTA, a oposição é um dos obstáculos mais comuns desta corrida.
Elimas queria a todo custo afastar o procônsul da verdade, e percebemos então um Paulo nada diplomático e tolerante.
Há momentos que não podemos ser diplomáticos e brincar, devemos tomar posição. Paulo não tentou amenizar a situação, ser político, porque se este homem atrapalhasse a primeira pregação de Paulo ele ali teria um obstáculo.
Há horas de ser passivo e horas de guerrear.
Paulo denuncia o engano (vers. 10): "Disse: O filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?"
Imagina se Paulo ficasse desanimado nesta hora; a Bíblia nos mandar amar, mas amar não é ter medo de denunciar a mentira, o engano, se isso acontecesse todo o projeto de Deus seria comprometido.
Não devemos ser coniventes com algumas coisas, acobertar erros e pecados.
Ex.: Deixar ovelhas em pecado com medo de perdê-las, isto não as prende. Ame e mostre o que é direito, o papel do líder é exortar.

Então vemos Paulo enfrentar outro tipo de sentimento:
2. ENFRENTOU O ABANDONO
13 E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.
Paulo separou aqueles que eram confiáveis, mas um desistiu, a Bíblia não diz por que, mas este homem abandonou a Paulo.
A viagem havia recém começado, mas não vemos em nossas Bíblias dizendo que Paulo chorou, ou rasgou suas vestes. Ele continuou marchando.
Nesta vida as pessoas vêm e vão. Mas os propósitos de Deus não mudam. Paulo não podia parar.
Às vezes você vai contar com pessoas e elas vão te largar, mas você deve continuar.
Existem pessoas que vão te largar, mas também existem pessoas que tem aliança contigo, que são: esposo, esposa, filhos, família, irmãos, alguns amigos.
A vida é assim, passamos por momentos que pessoas vão e parecem que levam um pedaço de você, mas os propósitos de Deus não mudam. Você tem que prosseguir.

3. REAÇÃO MADURA EM FRENTE À OPORTUNIDADE
15 E, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Homens irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai.

Quando a porta se abria Paulo entrava. Não existem métodos para ver portas se abrirem.
Deus vai dar oportunidades e devem estar prontos e capacitados.
Paulo foi fazer uma visita e de repente falaram: vamos te dar uma oportunidade.
Ele não teve tempo de fazer nada, não havia nenhuma pregação na manga, mas ele estava pronto, porque pregava a tempo e fora de tempo.
A vida com Deus é uma aventura, tudo pode acontecer, devemos estar afiados. Esteja pronto.

4. ENFRENTOU A REJEIÇÃO
45 Então os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava.
46 Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios;
47 Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, A fim de que sejas para salvação até os confins da terra.


A rejeição é um dos mais duros obstáculos, ela te faz lembrar dos fantasmas do passado.
Uma pessoa rejeitada hoje começa a lembrar de todos os traumas do passado.
Existem muitas pessoas caindo nos obstáculos porque não conseguem passar pela rejeição. Quantas pessoas paralisadas, quantas desistiram da corrida. Por mais que você se esforce sempre haverá criticas, mas se você depender de aplausos para se manter, já começou a naufragar. Faça o seu melhor, para Deus e não para homens, e jamais deixe o sentimento de rejeição te brecar.
A rejeição parece injustiça, quantas vezes você recebe as vidas, cuida, protege, e um dia que você não consegue dar a atenção que a ovelha quer, ela diz que vai sair da Igreja, vai para uma Igreja menor, ou para outra célula, já pensa que você não serve mais. Mas nem por isso devemos parar, não podemos.

Precisamos vencer medos e decepções.

Após esta viagem Paulo fez mais outras duas muito mais complicadas, e continua saltando os obstáculos e cumpre todos os objetivos que tinha com Deus.
E devemos nos inspirar em Paulo, saltar obstáculos, não parar, devemos vencer a frouxidão espiritual, não ser cúmplices do erro, vencer sentimentos de abandono e rejeição.
Jeremias sentiu a rejeição de uma nação, mas não perdeu o foco.
Ainda que teus pais, teus amigos, e o mundo te rejeitem, Ele nunca vai te abandonar.

Não entre nas portas que Deus não está abrindo, mas quando você escutar o IDE de Deus, prossiga.

Deus Abençoe,
 
Ap. Rina
 


Igreja Evangélica Bola de Neve
Rua Turiassu, 734 Perdizes / São Paulo – SP
Cultos: Domingo 10h, 16h (tradução em Libras) e 19h / Quinta-feira 20h e Sábado 20h

Para saber os horários de cultos na sua cidade acesse o site:

www.boladeneve.com