sexta-feira, 11 de junho de 2010

A excelência do ministério


por Francisco A. Barbosa

 (I. INTRODUÇÃO)

 Baruque – "abençoado" – Foi secretário do profeta Jeremias e por muito tempo serviu o impopular profeta (Jr 32.12 e Jr 36.4). Era da tribo de Judá (Jr 51.59). Foi a ele que Jeremias ditou as suas profecias relacionadas com a invasão dos babilônicos e sobre o cativeiro. Foi isto que ele leu ao povo de uma janela do templo, no quarto ano do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá (Jr 36.1-32). Mais tarde, leu-o, em privado, perante os conselheiros do rei; e depois ao próprio rei que, tendo ouvido apenas parte do rolo, o cortou com um canivete e o atirou para o fogo que havia no braseiro da sua casa de inverno, onde ele estava assentado. Durante o cerco de Jerusalém, por Nabucodonozor, foi ele quem guardou o auto de compra que Jeremias fez do território de Hanameel (Jr 32.12). Sendo acusado pelos seus inimigos de favorecer os caldeus, foi preso juntamente com Jeremias, onde ficou até à captura de Jerusalém (586 a.C.). É provável que tenha morrido em Babilónia. Baruque, o escriba que escreveu o livro de lutas e juízos do profeta, estava aborrecido! YAHWEH diz ao escriba que não olhe para si mesmo nem para qualquer recompensa que pense merecer; a mão de YAHWEH só estaria sobre ele se observasse o aviso. Que perspectiva haveria para Baruque? Para quem sonhava com o sucesso, seria obrigado a conviver com um aparente fracasso. Baruque lamentou-se muito, nas suas orações a Deus, por causa de tudo o que havia sofrido, mas apaziguou-se, pois compreendeu que era melhor para ele estar satisfeito com as suas condições de vida (Zr 45.2 a 5.)À semelhança dos recabitas, primemos pela excelência das virtudes cristãs. Caso contrário: seremos tidos como profanos quando da volta do Senhor Jesus. Claudionor de Andrade REFLEXÃO

(II. DESENVOLVIMENTO)

 I. QUEM ERA BARUQUE

Filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretário do profeta Jeremias (Jr 36.4). Erudito, de nobre família (Jr 51.59), tendo servido fielmente ao profeta. Pelas instruções de Jeremias, escreveu Baruque as profecias daquele profeta, comunicando-as aos príncipes e governadores. Depois da conquista de Jerusalém pelos babilônios (586 a.C.), foi Jeremias bem tratado pelo rei Nabucodonosor – e Baruque foi acusado de exercer influência sobre Jeremias a fim de não fugirem para o Egito (Jr 43.3). Mas, por fim, foram ambos compelidos a ir para ali com a parte remanescente de Judá (Jr 43.6).

1. Pertencia à nobreza de Judá. Baruque fazia parte de uma família de gente bem-sucedida. Seu avô fora governador de Jerusalém, na época de Josias (2 Cr 34.8), e seu irmão, funcionário graduado do tribunal de Zedequias (Jr 51.59). Seraías, seeu tio era Oficial Intendente do Exército – há defensores de que Seraías fosse irmão de Baruque – o certo é que estava bem próximo da nobreza judaica.

2. Era um jovem culto e bem educado. Nos tempos antigos, o aprendizado era muitas vezes restringido às classes superiores e a algumas pessoas que recebiam instrução especial para exercerem a função de escribas. Baruque, estava posicionado assim, entre os mais importantes de Judá e teve acesso ao ensino. Foi o amanuense, secretário ou assistente de Jeremias e serviu o desprezado e rejeitado profeta fielmente. Que belo exemplo a ser seguido por nós hoje, quando nossa liderança carece de ombros fiéis! Baruque era um jovem culto, nobre, inteligente e hábil na arte de escrever, que trabalhava como secretário particular do profeta Jeremias. SINOPSE DO TÓPICO (1)

 II. A CORAGEM E O ZELO DE BARUQUE

 Baruque foi para Jeremias um fiel secretário, escriba, porta-voz, companheiro e amigo. Foi ele quem escreveu a primeira e a segunda edição do livro que registrava tudo o que Deus havia dito a Jeremias a respeito de Judá, Israel e várias outras nações, desde o 13° ano de Josias (626 a.C.) até o 4° ano de Jeoaquim (609). Jeremias ditava e Baruque escrevia. Foi Baruque também que leu o livro duas vezes, primeiro para o povo reunido no templo em dia de jejum, e, depois, para um seleto grupo de líderes em lugar mais reservado. Depois de ter escrito o livro, Baruque teve uma crise e desabafou: "Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso" (Jr 45.3).

1. Cuidava dos negócios particulares de Jeremias. Deus nos chamou à honestidade, mesmo nas pequenas coisas que possamos facilmente ignorar. O sucesso celestial é infinitamente maior do que o terreno. Se formos fidedignos em nossos afazeres aqui, independente da função que ocupamos no Corpo, estaremos aprovados para lidar com a grandeza das coisas celestiais. Como cooperadores da obra do Senhor, tomemos cuidado de manter nossa integridade em todos os assuntos, quer grandes, quer pequenos.

2. Registrava fielmente as palavras de Jeremias. Foi o escriba de Jeremias. Na antiguidade, a maioria das pessoas não podiam aprender a ler e escrever, isso estava reservado à um pequeno numero de pessoas. Baruque teve acesso ao ensino e soube colocar seu conhecimento ao dispor do homem de Deus.

3. Lia as palavras de Jeremias. Primeiro, leu-as diante do povo; em seguida, perante os conselheiros do rei até que, finalmente, foi a mensagem lida diante do mesmo rei pela boca de um príncipe chamado Jeudi (Jr 36.21). Este fato aconteceu no verão de 605 a.C., pouco depois da vitória de Nabucodonosor sobre o Egito. Baruque cuidava dos negócios de Jeremias, registrava e lia as palavras dele com coragem e zelo. SINOPSE DO TÓPICO (2)

 III. A EXPECTATIVA DE BARUQUE É FRUSTRADA

 Depois de um trabalho muito importante (colocar num livro tudo o que o Senhor tinha dito até então) e de uma oportunidade maravilhosa (ler o conteúdo do livro duas vezes, uma para o povo e outra, para um grupo selecionado de líderes), Baruque entra numa crise emocional séria. Baruque se declara exausto de tanto gemer. A exaustão emocional (da mente) dói mais do que a exaustão física (do corpo) e a exaustão espiritual (da alma) dói mais do que a exaustão emocional. Em alguns casos e em alguns momentos, uma pessoa pode sofrer exaustão física, exaustão emocional e exaustão espiritual.Como os pastores necessitam de secretários como Baruque!

1. A frustração de Baruque. No caso de Baruque, a crise o levou à oração, e oração de desabafo, a mais indicada no caso de exaustão. O desabafo é o ralo por onde se escoam as lágrimas. O escriba estava exausto de tanto gemer, à semelhança de Jó: "As minhas forças estão exaustas" ou "Meu rosto está rubro de tanto eu chorar" (Jó 16.7, 16), e Davi: "Cansei-me de pedir socorro" (Sl 69.3), Agur: "Fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto" (Pv 30.1), tão exausto como o próprio Jesus: "A minha alma está profundamente triste até a morte" (Mt 26.38). Baruque queixou-se de que o Senhor não diminuiu seu sofrimento, mas o aumentou. Ao meu ver, a frustração de Baruque adveio por alimentar a mesma expectativa de Deus e de Jeremias quanto ao resultado da leitura do livro: O povo poderia se converter de sua má conduta e, então, receber o perdão do Senhor (Jr 36.3, 7). Mas nada aconteceu. Ao contrário, quando o livro foi lido pela terceira vez, na presença de Jeoaquim, em seu apartamento de inverno, "cada vez que Jeudi terminava a leitura de três ou quatro colunas, o rei cortava com uma faquinha aquele pedaço do rolo e jogava no fogo… até que o rolo inteirinho virou cinzas" (Jr 36.23-24 – NTLH). O mesmo tipo de dor tem atingido muita gente, inclusive Jesus (Mt 23.37-39), Paulo (Rm 9.2) e o próprio Jeremias (Lm 3.48-51). "O sofrimento é o emblema do Messias e de seus discípulos" Para quem esperava um sucesso imediato, Baruque só vê dificuldades e frustrações.

2. A destruição de Jerusalém. Baruque, como é evidente, tinha sofrido em companhia de Jeremias, como resultado da comissão profética de Jeremias. Desesperado e vencido pelas dificuldades, recebe recomendações divinas de não procurar grandezas para si, mas de ser grato a Deus por escapar com vida. Dessa forma, ter a alma como espólio, ou herança, já era um grande negócio.

3. O tratamento recebido por Jeremias. Sua expectativa era de vir a ocupar algum cargo elevado, mas, para sua frustração, não passou de secretário do homem mais odiado em Judá! Deus disse a Baruque o que fala ainda hoje a cada um de nós. Seja o melhor que puder, mas não espere mais do que você é. A ambição egoísta foi inadequada quando a nação enfrentou o julgamento divino, e em outras ocasiões" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 475). Deus explica a Baruque que ele não deveria buscar "coisas especiais" para si próprio. Talvez Baruque buscasse ser tratado de maneira diferenciada – como alguns Baruques de hoje – uma espécie de salvo-conduto – assim como: 'não toqueis no meu ungido' – queria um abrigo onde pudesse se proteger da guerra, da fome e da peste, e encontrar água e comida à vontade e por muito tempo – usufruir da lã das ovelhas a seu bel prazer. Esta mesma expressão "coisas especiais" é traduzida em algumas versões por "grandes coisas", "grandes favores", "grandes projetos", e "coisas grandiosas". Na NTLH (SBB) lê-se: "Será que você está querendo ser tratado de modo diferente?" A Bíblia Viva (Ed Mundo Cristão) traz um texto mais contundente: "Você pensa em ajuntar riquezas? Não estamos na época de pensar nisso. Pare de correr atrás do dinheiro" – Há se esta versão fosse a mais lida por nós!.

 4. As acusações contra Baruque. Além do mais, Baruque chorava porque corria risco de vida, porque estava por dentro das iniqüidades praticadas pelo povo, porque tinha conhecimento do juízo de Deus prestes a se abater sobre o povo e porque ele próprio estava ao alcance das desgraças que se sucederiam, mesmo não participando da corrupção generalizada. Baruque sofreu grande frustração em seu ministério e vida pessoal, porquanto esperava sucesso, reconhecimento e prestígio de Jeremias e do povo. SINOPSE DO TÓPICO (3).

 IV. SUCESSO OU EXCELÊNCIA?

 Nesta lição a definição de sucesso não é apresentada de maneira acertada. Sucesso é fazer bem feito; resultado é conseqüência. Para entender o sucesso, é melhor relacioná-lo com outra palavra: excelência; são intrínsecos. Quando alguém tem compromisso com a excelência, realiza seu trabalho com sucesso, o que o leva a alcançar os resultados desejados.

"Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada". Aristóteles quando escreveu "Ética a Nicômaco", estava, pretensamente, escrevendo para seu filho e, nessa obra, encontramos as bases da excelência. Os três ingredientes citados se combinam para preparar o prato do sucesso, ainda que em doses diferentes, dependendo da etapa da vida. "Busque o bem", disse o filósofo. Não há razão para preocupações quando se assume compromisso com a excelência. Se por acaso você faz um trabalho que não lhe agrada, faça-o da melhor maneira possível, pois esta é a única garantia de que você não o fará para sempre, pois, com certeza, será conduzido a outras missões sequiosas de excelência. Não sabemos o que o filho de Aristóteles fez da vida, mas outro jovem que foi quase seu filho adotivo era Alexandre, o líder que conquistou praticamente todo o mundo conhecido antes de completar 30 anos. (por Eugênio Mussak, publicado na Revista Você S/A – mar. 2007)

 1. A efemeridade do sucesso. "O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice."-Charles H. Spurgeon, Another Word Concerning the Down-Grade, in The Sword and the Trowel, Agosto de 1887, p. 398. O que é sucesso? A maioria das definições inclui referencias a alcançar metas e adquirir riqueza, prestígio, favor e poder. De acordo com essas definições Jeremias não passou de um pobre fracassado, serviu de porta-voz à YAHWEH por quarenta anos, mas quando falava ninguém dava crédito. Era pobre e sofreu severas privações: foi lançado na prisão, numa cisterna, foi levado para o Egito contra sua vontade, foi rejeitado por seus vizinhos, por sua família, pelos sacerdotes e profetas, pelos amigos, pelo rei… viveu só. Essa foi a vida do profeta. Pelas novas teologias, a vida de Jeremias não foi um sucesso, mas para o Senhor, esse profeta é um dos mais bem sucedidos de toda história! De acordo com o padrão exigido por Deus, o sucesso envolve obediência e fidelidade; obediência ao chamado e fidelidade à proclamação da mensagem divina. O texto de Charles H. Spurgeon foi escrito em 1887, mas soa atualíssimo, em seu jornal intitulado The Sword and the Trowel – A Espada e a Colher de Pedreiro, ele batalhava contra a insurgencia da Era do Show Business, contra o entretenimento. Nada mais atual! No Show-Business, a verdade é irrelevante; o que realmente importa é se estamos sendo ou não entretidos. Atribui-se pouco valor ao conteúdo; vale mais o estilo. O sucesso está norteado pela capacidade ou não de arrancar uns 'glória à Deus' do público; de quanto se pode arrecadar no ofertório; do número de ouvintes que pode ajuntar. 

 "Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada".

  

2. A glória da excelência. "Estamos freqüentemente dispostos a observar determinados costumes simplesmente por causa da tradição. No entanto, devemos obedecer à Palavra de Deus, porque ela é eterna. " Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal REFLEXÃO. Um conceito associado à glória é a idéia de aprovação ou louvor. Paulo lembra aos tessalonicenses que, quando ele ministrou entre eles não buscava a 'glória dos homens' (1 Ts 2.6), ou seja, o louvor ou aprovação das pessoas. A única aprovação e louvor que importa para Paulo é o de Deus (1 Co 4.5). Por sua vez, dar glória a Deus diferencia a pessoa que tem comunhão com Ele das que não a têm. Paulo, ao descrever os que rejeitam a verdade a respeito de Deus, diz: 'Não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças' (Rm 1.21). Em contraste com isso, temos um indivíduo de fé como a de Abraão que dá 'glória a Deus' (4.20). Assim, as pessoas dão glória a Deus por meio do que falam e fazem, isto é, ao expressar louvor e dar graças a Ele e ao representá-lo, refletindo o caráter do Senhor e fazendo a vontade dEle (ZUCK, Roy B (ed). Teologia do Novo Testamento. 1ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.279). Aqueles que militam na obra de Deus devem buscar a excelência da obra e a glória de Deus, e não, o sucesso ministerial. SINOPSE DO TÓPICO (4).

 (III. CONCLUSÃO)

 Os verdadeiros servos de Deus fogem do orgulho no coração, nos olhos e nas ações. A superestima, o super-ego, e o amor próprio produzem um fruto: o orgulho. O obreiro não deve buscar o reconhecimento, a atenção e o elogio. Devemos fazer uso da simples, clara e, no entanto, profunda oração de Davi para exprimir nosso profundo sentimento de confiança no SENHOR: "SENHOR, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim" (Sl 131.1). Baruque deveria expressar o mesmo sentimento de desprendimento de Jeremias, deveria expressar a confiança de um relacionamento pessoal e íntimo com Deus. Numa situação de dificuldade, não podemos esperar recompensa! Aqueles que hoje sofrem, colhendo os frutos amargos dos seus próprios pecados, podem clamar a Deus, certos de que Ele os perdoará, sarará e os trará à comunhão com Ele mesmo. Deus quer manifestar sua misericórdia a todos os atribulados, livrando-os da escravidão do pecado para que conheçam seu amor, seu cuidado e sua bondade. Que a nossa única preocupação seja buscar a glória de Deus para a Sua glória, porque Ele é o Senhor da glória!

 APLICAÇÃO PESSOAL

 Talvez você não tenha certeza de que quer que sua vida faça diferença. Talvez você nem sequer já parou para pensar se faz diferença na sua comunidade cristã. Seu desejo talvez seja só querer que as pessoas gostem de você. Se as pessoas só gostarem de estar ao seu lado, você já ficará satisfeito. Talvez ter um bom emprego, uma boa esposa ou esposo, bons filhos e um bom carro e um circulo de amizade composto por bons amigos, se você puder ter tudo isso você já ficaria satisfeito. Isso seria sucesso? Na verdade, para o cristão autêntico, carregar a cruz é um modo maravilhoso de alcançar o sucesso exigido pelo padrão de Deus! Deus quer que nos concentremos em ideais maiores do que os existentes nesta vida. O mal que assola a igreja hoje é amor a este mundo, é o esquecimento de que somos peregrinos e estrangeiros aqui. A nossa casa verdadeira e eterna está em outro lugar. É por isso que Paulo disse: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1Co 15.19). Fico surpreso com a mudança radical que a pregação do Evangelho tem sofrido de uma década para cá, de uma mensagem cristocêntrica para uma mensagem humanista. Spurgeon escrevel há mais de 100 anos palavras que bem se aplicariam ao contexto atual: "A apatia está por toda a parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto; só que, quanto mais curto, melhor"-Charles H Spurgeon, citado por John MacArthur em Com Vergonha do Evangelho, Ed Fiel. Em muitos aspectos, é o que está englobado na soberba da vida. Ficamos tão arrogantemente presos à essas novas teologias que chegamos a exigir de Deus, a encostá-Lo contra a parede, a se revoltar mesmo! Não podemos amar o mundo e Deus ao mesmo tempo (Tg 4.4; 1 Jo 2.15). Não enxergo nessa lição, Baruque buscando o sucesso ministerial, mas o vejo, a exemplo de Jeremias, esperando o melhor para o povo judeu, daí o seu 'gemer'. Mas, seguindo a visão do comentarista, talvez Baruque não tenha aprendido o suficiente com o profeta, talvez tenha ficado inebriado com a provisão de Deus na vida de Jeremias, dando livramento em todas as más ocasiões, o fato é que, o escriba gemeu… Baruque sofreu grande frustração em seu ministério e vida pessoal, porquanto esperava sucesso na sua missão – o arrependimento do povo e a provisão de dias melhores para Judá. Como crentes individualmente, exerçamos nossa vocação com simplicidade e humildade, sem esperar o retorno aqui nessa vida – "O sofrimento é o emblema do Messias e de seus discípulos".

N'Ele,

Francisco A Barbosa

auxilioaomestre@bol.com.br

 BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

 - Bíblia de Estudo Genebra, ECC/SBB;

- Bíblia de Jerusalém, Nova edição Revista e Ampliada, Paulus, 2006;

- Another Word Concerning the Down-Grade, Charles H. Spurgeon, in The Sword and the Trowel, Agosto de 1887, p. 398;

- Com Vergonha do Evangelho, John MacArthur, Ed Fiel.

- Eugênio Mussak, artigo publicado na Revista Você S/A – mar. 2007

- Imagem: http://ocioprodutivo.blig.ig.com.br/imagens/sucesso_chave.jpg

 RESPONDA

 1. Quem foi Baruque?

R.Ele era filho de Nerias e pertencia a nobreza de Judá.

 2. Qual era a sua função?

R. Era secretário de Jeremias.

 3. Por que se sentiu ele frustrado?

R. Porque o povo não deu crédito a Palavra do Senhor. O rei cortou o rolo com o canivete e jogou-o no braseiro.

 4. Qual a diferença entre a excelência e o sucesso?

R. O sucesso faz o nome do obreiro, todavia não o torna conhecido diante de Deus.

 5. Você tem perseguido a excelência no ministério?

R. Resposta pessoal.

 BOA AULA!

Fonte: http://auxilioebd.blogspot.com/

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A excelência do ministério – 1

Posted: 10 Jun 2010 06:19 AM PDT

Pb. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: Sl. 131.1 – Leitura Bíblica em Classe: Jr. 45.1-5.

Objetivo: Ressaltar que a excelência do ministério cristão repousa na busca prioritária pela glorificação de Deus.

INTRODUÇÃO
Há uma crise no ministério cristão mundial, mas não se trata de um fenômeno recente. Paulo experimentou críticas e oposições por causa da sua opção ministerial. Mas nos dias atuais, os ministros de um pseudo-evangelho são os principais responsáveis, pois transformaram o chamado em profissão. Na lição de hoje, estudaremos a respeito da excelência do genuíno ministério cristão. Partiremos do exemplo de Baruque, e, ao final, destacaremos o propósito do ministério excelente: a glória de Deus.

1. BARUQUE, UM MINISTRO
Durante o quatro ano do reinado de Jeoaquim, por volta de 605 a. C., Baruque, o ministro do Senhor, recebe uma mensagem de repreensão por se encontrar deprimido e temeroso em relação ao futuro. A tristeza desse homem resultara da percepção das implicações das profecias de Jeremias. Diante da sua angústia, o profeta precisou lembrar Baruque da tristeza do próprio Deus em relação à calamidade inevitável que viria sobre a nação. A partir de Jr. 45, depreendemos que Baruque, esse fiel servo de Jeremias, que registrou suas profecias, tinha um irmão no palácio oficial e que rejeitara um cargo ali a fim de acompanhar Jeremias. Todos os homens e mulheres de Deus tiverem companheiros fiéis para lhes dar o suporte necessário. Moises teve seus setenta anciões; Davi, seus homens poderosos; Paulo, seus auxiliadores, tais como Timóteo, Tito e Silas. Do mesmo modo, devemos agradecer a Deus pela companhia que Jeremias pode ter através do secretariado de Baruque. Graças a esse ministro temente a Deus, podemos ler, atualmente, os escritos do profeta do Senhor. Nem todos são chamados para serem pastores ou profetas, mas graças a Deus pelos "baruques", os humildes servos do Senhor que trabalham à surdina, com vistas exclusivamente ao crescimento do Reino de Deus. Mesmo assim, esse temente homem de Deus se deprimiu ao testemunhar a mensagem de juízo (Jr. 45.3). Mas o Senhor deu-lhe uma mensagem de encorajamento a fim de que esse não colocasse sua esperança no futuro de Judá e para que se tranqüilizasse, pois sua vida seria preservada, haja vista ter ele priorizado a Palavra de Deus (Mt. 6.33), pois tal como João Batista, valorizou a obra de Deus, e menos a ele mesmo (Jo 3.30). Aqueles que temem ao Senhor sabem que a provação (I Pe. 4.12-19) produz ouro puro (Jó. 23.10).

2. O MINISTÉRIO NA BÍBLIA
O ministro, no Antigo Testamento, em hebraico, é sarat e donota aquele que serve, associado ao que auxilia nos serviços reais (II Sm. 1317; I Rs. 10.5; I Cr.27.1; 28.1; Et. 1.10). O ministro normalmente desenvolvia algum trabalho para indivíduos de status proeminente, tal como José, que servia a Potifar (Gn; 39.4). Mas o uso mais comum desse termo se dá no contexto da adoração ao Senhor (Nm. 16.9; Dt. 10.8; Ez. 44.15-16) Os ministradores do Senhor, no Antigo Pacto, eram os levitas (I Cr. 16.4, 37), ainda que essa não fosse uma regra geral (I Sm. 2.11, 18; 3.1). No Novo Testamento, o ministro é, em grego, um diakonos, alguém que serve. Paulo refere-se a si mesmo com esse termo, ressaltando o caráter sacrifical do ministério cristão (II Co. 6.1-4) de um novo pacto (II Co. 3.6), de justiça (II Co. 11.15), de Cristo (Cl. 1.7), de Deus (II Co. 6.4) do evangelho (Ef. 3.7) e da igreja (Cl. 1.25). Jesus é o maior exemplo de serventia para o cristão, seja ou não obreiro. Paulo nos diz que Ele tomou a natureza de servo (Fp. 2.7; Lc. 4.8), em consonância com o servo sofredor de Is. 53. A diakonia, que costuma ser reduzida ao cargo eclesiástico, diz respeito ao ato de servir aos outros no Corpo de Cristo (At. 4.32-37; II Co. 9.13). O exercício efetivo do ministério, por meio dos pastores, evangelistas, mestres, apóstolos e doutores visa à edificação da Igreja (Ef. 4.11,12)

3. PARA A GLÓRIA DE DEUS
Embora o ministério cristão, em especial os pastorado, seja instrumento de descrédito, as palavras de Paulo, em I Tm. 3.1 continuam aplicáveis. Aqueles que almejam o pastorado (bispado), excelente obra almejam. Mas é preciso que os critérios recomendado pelos apóstolos, no contexto desse versículo, sejam considerados. Infelizmente, muitos estão adentrando ao ministério tão somente para auferir status, poder ou dinheiro. Como conseqüência, a profissionalização do ministério está substituindo o genuíno chamado. A politicagem eclesiástica também causa danos sérios às igrejas. Há pastores que hoje são chamados pastores e não pastores chamados. Eles servem apenas a si mesmos, não buscam dar a glória a Deus. Esses falsos ministros receberão, do Senhor, a paga no tempo devido. Os ministros que vivem em simplicidade, que se dedicam a ministração da Palavra, que vivem exemplarmente estão sendo descartados. Enquanto isso, aqueles que fazem marketing pessoal, que mercadejam a mensagem, que fazem concessões ao evangelho, obtêm maior existo. Mas é preciso ressaltar que o trabalho do Senhor não é avaliado por critérios humanos. Os ministros aprovados por Deus são aqueles que não têm do que se envergonhar e que manejam bem a Palavra da Verdade (II Tm. 2.15). Quando o Supremo Juiz julgar as obras dos ministros, muitos daqueles que ostentaram fama, glória e riqueza ficarão envergonhados. O Senhor lhes dirá que eles já receberam o galardão que tanto desejaram.

CONCLUSÃO
Baruque é um exemplo de ministro fiel para os dias atuais. Ao invés de buscar o êxito pessoal, o auxiliar do profeta estava preocupado com a nação. Oramos ao Senhor da seara para que Ele envie obreiros (Lc. 10.2) que sirvam com amor, e principalmente, com humildade. Que o Senhor nos dê pastores que entendam o real significado da diakonia e sigam o exemplo de Cristo ao lavar os pés dos seus discípulos (Jo. 13.4,5).

BIBLIOGRAFIA
HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LONGMAN III, T. Jeremiah & Lamentations. Peabody, Mass: Hendrickson, 2008.

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A excelência do ministério – 2Posted: 10 Jun 2010 06:39 AM PDT
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