quinta-feira, 29 de abril de 2010

O poder da intercessão – 1 e 2


Ensino Dominical

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O poder da intercessão – 2

Posted: 28 Apr 2010 05:20 PM PDT


por Francisco A. Barbosa

(I. INTRODUÇÃO)

Os grandes personagens bíblicos também foram homens de oração. O texto Áureo apresenta Samuel indicando que deixar de interceder seria um pecado, frisando pelo menos duas obrigações para o crente: orar uns pelos outros e instruir o caminho do Senhor. Interceder é suplicar a fovor de outrem e pleitear a sua causa, como se fora sua própria. É estar entre Deus e os homens, numa intervenção conciliadora, tomando seu lugar e sentindo sua necessidade de tal maneira que luta em oração até a vitória na vida daquele por quem intercede. "Orai uns pelos outros" (tg. 5:16): Abraão interveio por Ló; Moisés interveio pelo apóstata Israel e foi ouvido; Samuel orou constantemente pela nação; Daniel orou pela libertação do seu povo do cativeiro; Davi suplicou pelo povo; toda a Igreja é convocada a exercer a intercessão. Caro leitor, temos hoje a oportunidade de estudar a respeito da intercessão do profeta Jeremias em favor de Judá. Induzido ao erro por falsos ensinos, Judá tem em Jeremias um intercessor em seu favor e dia e noite, suplicava por seu povo e não se mostrava indiferente à sorte da sua nação. Pode-se traçar um paralelo entre a nossa época e aquela; temos um avanço do Reino de Deus em nossa pátria, e o joio se juntamente com o trigo. É chegado, pois, o momento de nos desfazermos em contínuos e amorosos rogos, para que o Senhor apiede-se de nossa nação e reavive a sua Igreja. "A oração abre o seu coração para o poder transformador do Espírito Santo." Jim George REFLEXÃO

(II. DESENVOLVIMENTO)

I. O QUE É A INTERCESSÃO

É uma oração para que a vontade de Deus seja feita na vida de outros; é descobrir o que está no coração de Deus e orar para que isso se manifeste. O intercessor é o que vai a Deus não por causa de si mesmo, mas por causa dos outros. É o que exerce súplica numa posição de sacerdote entre Deus e o homem, para pleitear a sua causa. Interceder é ser colaborador com Cristo, partilhar de seu ministério (Hb 7.25). O Espírito Santo traz ao nosso coração aquilo que Jesus ora diante do Pai e nós passamos a orar em linha com Ele.
1. Definição. Do grego entunchano; Strong 1793: Concordar, encontrar para conversar. Dessa descrição de um encontro casual, a palavra progride para a idéia de discutir com uma pessoa em nome de outra, embora algumas vezes a petição possa ser contra outro (At 25.24; Rm 11.2) (Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, pág 1288). Interceder é mais bem entendido como, ser colaborador com Cristo, partilhar de seu ministério (Hb 7.25). O Espírito Santo traz ao nosso coração aquilo que Jesus ora diante do Pai e nós passamos a orar em linha com Ele.
2. A eficácia da oração intercessória. A intercessão deve ser prioridade: Antes de tudo, orem (1 Tm 2.1,2) A obra intercessória de Cristo foi prefigurada pela queima diária de incenso no altar de ouro, no Lugar Santo. A nuvem de incenso a elevar-se constantemente não era somente um símbolo das orações de Israel; era também um tipo de oração sacerdotal do nosso grande Sumo Sacerdote. Louis Berkhof (*) afirma: "Esta ação simbólica da queima de incenso não estava dissociada da apresentação dos sacrifícios no altar de bronze, mas, antes, estava sumamente relacionada com ela. Estava relacionada com a aplicação do sangue das mais importantes ofertas pelo pecado, sangue que era aplicado aos chifres do altar de ouro, também chamado altar do incenso, era borrifado em direção ao véu, e, no grande Dia da Expiação, era até levado ao Santo dos Santos e espargido no assento da misericórdia, isto e, no propiciatório. Esta manipulação do sangue simbolizava a apresentação do sacrifício a Deus, que habitava entre os querubins. O Santo dos Santos era claramente um símbolo e tipo da cidade quadrangular, a Jerusalém celeste. Ainda há outra conexão entre a obra sacrificial realizada junto ao altar de bronze e a intercessão simbólica feita junto ao altar das ofertas queimadas era uma indicação de que a intercessão se baseava no sacrifício e de que, doutro modo, não seria eficaz. Isto indica claramente que a obra intercessória de Cristo no céu está baseada em Sua obra sacrificial consumada, e que só é aceitável sobre esta base." (A Obra Intercessória de Cristo, Louis Berkhof). À esse exemplo, através da oração intercessória, estamos a demonstrar amor e altruísmo; provamos que o bem-estar do semelhante está acima do nosso. A intercessão é uma das maiores demonstrações de amor. Ela deve fazer parte da vida do verdadeiro cristão SINOPSE DO TÓPICO (1)

II. JEREMIAS INTERCEDE POR JUDÁ

O capítulo 14 apresenta profecias que foram dadas durante o período de grande estiagem que atingiu Judá. Jeremias intercede mas obtém uma resposta desfavorável, pois o povo não se arrependeu de sua idolatria.
1. A intercessão. Quando não há arrependimento, a resposta divina é desfavorável. Jeremias é instruído a não orar pelo povo como era comum os profetas procederem. Praticamente não há esperança para este povo por causa da sua dura cerviz. Jeremias porém, orou em intercessão na esperança de alcançar misericórdia. A intercessão é eficaz, porém, nesse caso, a impiedade e rebeldia do povo impedia qualquer ação divina em seu favor.
2. Deus rejeita a intercessão de Jeremias. Nem mesmo a ameaça de cativeiro removeu a dureza de coração de Judá, em conseqüência, Deus envia a terrível seca e recusa-se a responder as orações do povo que, acuado pelas conseqüências devastadoras da estiagem, clamara à Deus. Seu apelo foi rejeitado por não haver sinceridade no seu arrependimento. O povo queria apenas o livramento.
3. A persistência da intercessão de Jeremias. Como profeta de YAWEH, Jeremias deveria influenciar as pessoas e não levar em conta a situação e os acontecimentos. Em sua tristeza por falta de respostas de Deus, ele lamenta, magoado e temeroso. Ele não cansa de interceder, de chamar o povo ao arrependimento e em oração, revela seus mais profundos sentimentos a Deus (15.17-21). Jeremias não ficou indiferente à sorte de seu povo. Ele intercedeu dia e noite em favor da nação. SINOPSE DO TÓPICO (2)

III. POR QUE DEVEMOS INTERCEDER

"Já cogitava em exterminá-los se Moisés, seu eleito, não intercedesse junto dele para impedir que sua cólera os destruísse." (Sl 106.23 Versão Católica) Interceder é pedir algo a favor de alguém. É a obra de alguém que se coloca entre um que tem uma necessidade e aquele que pode supri-la, mesmo que aquele que tem a necessidade não tenha conhecimento que o outro está intercedendo. Talvez seja uma obra maior, justamente a intercessão feita em prol daqueles que ignoram o perigo que correm e não sentem nenhuma necessidade de ajuda. A intercessão não requer reconhecimento. Mesmo que haja total indiferença à ajuda que tanto precisam, temos um vocacionamento à missão de orarmos em intercessão por todos. A Palavra de Deus, do Gênesis ao Apocalipse, nos exorta a intercedermos. SINOPSE DO TÓPICO (3)
1. É uma recomendação bíblica. O Calvário nos deu a oportunidade de irmos diretamente a Deus para recebermos perdão e diante dEle podemos exercer a função de sacerdote para os demais irmãos em Cristo (1 Pe 2.9). Tiago ressalta a natureza eficaz da oração feita por um justo, a idéia básica é a de uma súplica que tem energia.
2. É uma demonstração do amor cristão. "Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens" (1 Tm 2.1 – ARA); "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tg 5.16 – ARA).
O intercessor se coloca entre Deus e os homens, para pleitear sua causa, como se fosse própria, visa alterar circunstâncias contrárias à vontade perfeita de Deus, levando-as a se harmonizarem com a mesma. Todo crente é chamado a exercer o sacerdócio levando suas necessidades à presença do Eterno ("Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" 1Pe 2.9 – ARA).
3. É um exercício de piedade. Interceder é ver a necessidade da intervenção de Deus nas mais diversas situações. É captar a mente de Cristo, de modo a ver as circunstâncias como Cristo as vê, e unir-se a Ele em súplica para que Deus se mova de tal maneira que Sua vontade e propósito Divinos sejam cumpridos nas vidas dos homens e das nações. A intercessão deve ser uma das prioridades da vida do cristão. Todo crente é chamado a interceder. Há pessoas que têm um ministério de intercessão, com uma unção especial para tanto, mas cada crente tem uma vocação de Deus para interceder; É um imperativo. Quem não o faz, não exerce seu sacerdócio. Paulo é enfático ao dizer: "Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, ações de graças por todos os homens," (1 Tm 2.1 – ARA).

III. CONCLUSÃO

"Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (Dn 9.3 – ARA). Pode-se definir a intercessão como a oração contrita e reverente, com fé e perseverança, mediante a qual o crente suplica a Deus em favor de outrem que extremamente necessite da intervenção divina. Daniel ora contritamente em favor da restauração de Jerusalém e de todo o povo de Israel numa verdadeira intercessão. A Bíblia nos fala da intercessão de Cristo e do Espírito Santo, e de numerosos santos, homens e mulheres do antigo e do novo concerto.
A oração de Jesus em Jo 17 é a mais longa que foi registrada, nela, intercede por todos os discípulos para que eles fossem um só. Ele orou pela mais íntima unidade: "como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti". Devemos desejar esta unidade e sermos diligentes para mantê-la, porque é a oração sincera e expressa de nosso Senhor.

APLICAÇÃO PESSOAL

Jeremias deu vazão à sua tristeza a respeito do estado da nação. Mas, de alguma maneira, a angústia do profeta também é uma expressão da profunda tristeza de Deus. 'Os meus olhos derramem lágrimas de noite e de dia [...] a virgem, filha do meu povo, está ferida [...] de chaga mui dolorosa' (v. 17). Encorajado pela própria tristeza de Deus, Jeremias irrompe em novas lamentações. O profeta tem esperança somente no Deus vivo e declara sua intenção de esperar no Senhor. "E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito" (1 Sm 12.23); Deixar de interceder, segundo as palavras de Samuel, é um pecado contra o SENHOR. O crente assume duas das responsabilidades: orar de forma consistente uns pelos outros (Ef 6.18) e ensinar aos outros o caminho certo para chegar a Deus (2Tm 2.2). Samuel discordava do pedido dos israelitas por um rei, mas assegurou-lhes que continuaria a orar por eles e ensiná-los; Jeremias discordava da liderança de Judá e da atitude do povo em geral, mas lamentou e intercedeu por eles. O crente pode discordar das pessoas, mas não pode parar de orar por elas. O papel de mediador em oração era prevalecente no Velho Testamento. No Novo Concerto, Cristo foi constituído como o intercessor supremo (Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem – 1 Tm 2.5). "Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós" (Rm 8:34).
Temos crido de uma maneira falaciosa que aqueles que oferecem oração intercessória por outras pessoas são uma classe especial de crentes, vocacionados para um ministério de intercessão. Todos temos recebido o Espírito Santo e, da mesma forma como Ele intercede por nós de acordo com a vontade de Deus (Rm 8.26-27), devemos interceder uns pelos outros. Esse privilégio não está limitado; é um chamado para todos. Na verdade, deixar de interceder a favor de outras pessoas é pecado. Que privilégio maravilhosissimo e importante temos em poder nos aproximar corajosamente do trono de Deus, numa atitude altruísta, em orações e súplicas por todos.
N'Ele,
Francisco A Barbosa
assis.barbosa@bol.com.br

(*) Louis Berkhof (1873-1957) é um teólogo sistemático reformado cujas obras têm sido muito influentes na teologia calvinista da América do Norte e da América Latina. Sua Teologia Sistemática tem sido, durante décadas, o livro-texto utilizado em muitas faculdades protestantes de teologia no Brasil. Ele nasceu nos Países Baixos e mudou-se, ainda pequeno, para os Estados Unidos.

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD;
- Louis Berkhof – Teologia Sistemática – p. 404.
- Imagem: http://www.projeto-k.com/wp-content/uploads/maos-unidas.jpg
EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. O que é a intercessão?
R. A intercessão é a oração que fazemos a Deus em favor de outrem.

2. Por que a oração intercessória é eficaz?
R. Porque através dela, demonstramos amor e altruísmo; provamos que o bem-estar do semelhante está acima do nosso.

3. Quais foram os maiores intercessores do Antigo Testamento?
R. Samuel e Moisés.

4. Qual o maior exemplo de intercessão que temos na Bíblia?
R. Jesus no Getsêmani.

5. Por que devemos orar intercessoriamente.
R. Porque é uma demonstração do amor cristão.

 Fonte: http://auxilioebd.blogspot.com/

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O poder da intercessão – 1

Posted: 28 Apr 2010 05:18 PM PDT


Pb. José Roberto A. Barbosa
Objetivo: Mostrar aos alunos que orar é uma necessidade e interceder uma obrigação de todo crente.

INTRODUÇÃO

 

Estaremos, na aula de hoje, diante de um dos mais sublimes textos do livro do profeta Jeremias. Essa porção da Escritura alterna poesia e prosa, num diálogo vigoroso entre Deus e o profeta. No início da aula analisaremos a oração intercessória de Jeremias. Em seguida, trataremos a respeito da imediata resposta do Senhor. Ao final, compreenderemos alguns princípios cristãos para a prática da intercessão.

1. A INTERCESSÃO DE JEREMIAS

 

A desgraça assolaria, em breve, todo nação de Judá. Mesmo assim, o povo se negava a abandonar o pecado. Jeremias deseja interceder pelo povo, mas o Senhor, mais uma vez, adverte ao profeta da ineficácia da sua intercessão. Deus ignorará a intercessão do profeta porque o povo, premeditadamente, não se arrependerá. O Senhor acusa os falsos profetas por conduzirem Judá às falsas visões, adivinhações, vaidade e engano (Jr. 14.14). Tais falsários seriam os primeiros a sofrerem os julgamentos divinos quando a calamidade chegasse sobre a nação. Nos dias atuais, conforme nos antecipou o Senhor Jesus, existem muitos falsos profetas (Mt. 24.11; Mc. 13.22). De vez em quando aparece alguém que deseja se passar por Cristo. Dentro e fora das igrejas acumulam-se os falsos ensinadores, mestres que não atentam para a Palavra de Deus. A respeito deles, diz Judas em sua Epístola: "Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas" (v. 12,13). A filosofia da auto-ajuda tem favorecido o surgimento de vários profetas do engano. Dizem ao povo que tudo está bem, que podem encontrar saída por conta própria, e que não precisam de Deus. Ao invés de proclamarem arrependimento, induzem as pessoas a massagearem o ego, e a viverem distanciadas de Deus. Os profetas do Senhor, neste tempo, devem continuar intercedendo e pregando ao povo, conduzindo-os à sã doutrina (II Tm. 4.1-5).

2. A RESPOSTA IMEDIATA DO SENHOR

 

A doutrina da intercessão é bíblica e deve ser observada pela igreja. Na história de Israel, Deus ouviu a intercessão de Moisés e Samuel (Ex. 32.11-14; Nm. 14.13-24; Dt. 9.18-20; I Sm. 7.5-9; 12.19-25). No caso de Jeremias, porém, a resposta do Senhor foi negativa (Jr. 14.11; 7.16; 11.14). De nada adiantaria interceder por Judá, pois a morte, a espada, a fome e o cativeiro seria inevitável. Não porque o Senhor não desejasse, mas porque Ele sabia, pela Sua onisciência, que o povo não daria ouvidos às palavras do profeta. Mesmo a religiosidade judaica não seria capaz de deter o julgamento, pois tudo não passava de mera exterioridade. As orações, jejuns e sacrifícios serviam apenas para ocultar a ausência de temor a Deus. Em relação aos falsos profetas, se o povo tivesse conhecimento da Palavra de Deus, saberia que eles não traziam uma revelação do Senhor (Dt. 18.20-22; Jr. 13.1-18; Is. 8.20; II Ts. 2.7-12). A resposta negativa de Deus não é uma demonstração de rejeição ao Seu povo. A disciplina faz parte do processo instrutivo de Deus (Pv. 3.11-12; Hb. 12.6). Está na moda uma teologia que valoriza apenas o amor de Deus, transforma-o num vovô bonachão, que a ninguém castiga, esquecendo que Ele, além de amor (I Jo.4.8), é também fogo consumidor (Hb. 12.29) e que a Sua ira permanece sobre aqueles que não crêem em Cristo (Jo. 3.36). A falta de temor ao Senhor está construindo uma geração de cristãos insubmissos à Palavra de Deus. Como nos tempos em que não havia rei em Israel, cada um faz o que bem entende (Jz. 22.21), a ortodoxia está sendo substituída pela pura subjetividade, o experiencialismo chega a ter maior valor que a Escritura. Para essa geração, a resposta de Deus é não, pois o sim de Deus somente se encontra em Jesus Cristo, fora dele, tudo o mais é mera especulação humana (II Co. 1.20).

3. A PRÁTICA CRISTÃ DA INTERCESSÃO

 

Ainda que Deus tenha instruído Jeremias para que não intercedesse pelos judeus, essa, porém, deva ser uma prática rotineira entre os cristãos. Aquele, conforme destacamos anteriormente, tratou-se de uma revelação específica para o profeta. Em hebraico, o verbo palal tem o sentido de interceder, o encontramos em I Rs. 8, nesse capítulo Salomão utiliza essa palavra 20 vezes intercedendo pelo povo de Israel. Moisés intercedeu pelo povo de Israel e obteve resposta (Nm. 11.2; 21.7; Dt. 9.20; I Sm. 2.25). Samuel intercedeu pelos israelitas (I Sm. 7.5; 12.19,23), bem como Estradas (Ed. 10.1) e Daniel (Dn. 9.4). Em grego, o verbo interceder é entunchanõ e pode ser encontrado em At. 25.24. Paulo utiliza essa palavra a fim de ressaltar o ministério do Espírito a fim de responder às necessidades dos santos (Rm. 8.27). Cristo é o Exemplo Maior de Intercessor, pois, no Céu, intercede, perante Deus, em nosso favor (Rm. 8.34; Hb. 7.25). Paulo orienta a interceder – enteuxis – por todas as pessoas, apresentando-as perante Deus (I Ts. 2.1).

CONCLUSÃO

Os cristãos precisam exercitar a intercessão. Essa prática, na verdade, é uma demonstração de amor pelos outros. Quando orarmos, devemos lembrar apenas de nós mesmos, mas também daqueles que se encontram em situação de privação. Temos razões e pessoas por quem interceder: os missionários que se encontram distantes da sua pátria anunciando o evangelho de Cristo; os obreiros que amorosamente militam pela causa do evangelho; os políticos que governam para que ajam com sobriedade; as crianças abandonadas que perambulam pelas ruas; os encarcerados que pagam suas infrações perante a lei; os enfermos que agonizam nas filas dos hospitais. Todos esses, e alguns outros mais, carecem das nossas intercessões. Devemos orar, mas também agir quando for necessário, suprindo, visitando e cobrando atuações justas.

BIBLIOGRAFIA


HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LONGMAN III, T. Jeremiah & Lamentations. Peabody, Mass: Hendrickson, 2008.

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