segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fala Pastor - Você tem valor para Deus

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Você tem valor para Deus
2 Samuel 12:1-9
Salmo 51
 
Parece existir uma lei onde o desejo determina um valor, pois muitas vezes há mais demanda do que oferta. Ex. uma cadeira no culto lotado é muito valoroso.
Quando algo tem muito valor, se apossa de grande parte do nosso coração, pois pensamos naquilo o tempo todo.
Muitas vezes nos tornamos até chatos, porque falamos o tempo todo naquilo e de como aquilo é importante na nossa vida. Esse algo se torna explosivo, se torna de grande valor.
 
Com Deus não é diferente. Você sabe o valor que você tem para o Senhor? Você vale mais que o mundo inteiro.
 
Nada é mais precioso para um pai do que o filho. Nada é mais precioso para Deus do que Jesus.
 
Deus comprou sua vida e o preço foi Jesus. Quando Deus entregou Jesus para comprar sua vida, Ele sabia que você valia a pena e que você tinha valor. Há muito valor em sua vida!
 
Salmo 47:8
"Deus reina sobre os gentios; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade."
Ninguém pode comprar a redenção de ninguém; só o sangue do Cordeiro derramado na cruz pode te comprar.
O quanto a presença de Deus vale para você? O que você está disposto a fazer por ela? O quanto você está disposto?
 
2 Samuel 12:1-9
Davi comete um erro e tenta enganar sua nação. Como ele não se arrepende, Deus envia o profeta Natã para mostrar a Davi seu erro.
 
O profético entra confrontando: é uma palavra dura, pois mostra o erro. Natã mostra para Davi que o pecado dele era conhecido por Deus.
Davi amava a Deus e sua presença; por causa desse amor ele se sujeita a esse profeta e declara que pecou contra o Senhor e se arrepende.
Davi era rei de Israel e tinha poder para mandar matar o profeta Natã, por se sentir ameaçado com a sua revelação. Mas ele se arrependeu e escutou o profeta.
 
Essa passagem nos traz uma lição: NÃO MATE O PROFETA.
 
Deus vai usar o profeta para te confrontar. Seu pecado foi perdoado, mas você precisa confessar.
Porém existem pessoas que não querem se sujeitar à disciplina, pessoas que não querem ser confrontadas no seu pecado.
O profético ensina, mostra o erro, leva ao arrependimento e à confissão do pecado.
Davi se submeteu, pois amava a presença de Deus.
Se o profético mostrou seu pecado, se acerte!
Davi, após ouvir o que o profeta Natã falava, faz uma oração de restauração de sua aliança.
Veremos, versículo após versículo, como foi essa oração de Davi.
 
Salmo 51:1
"Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias."
Nesse versículo Davi apela para a misericórdia de Deus. O Senhor tem poder para perdoar.
Muitas pessoas não têm ouvido a voz de Deus.
 
Lucas 1:50
"E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem."
Os que temem a Deus têm a Sua misericórdia. Só não há misericórdia para quem perde o temor.
 
Davi estava clamando para que Deus apagasse suas transgressões, suas sentenças. Ele reconhece que Deus é misericordioso.
 
Salmo 51:2-4
"Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares."
Assuma sua culpa!
Davi orou declarando sua culpa, ele não transferiu a responsabilidade para ninguém.
Se você ama a Deus não consegue viver se estiver em pecado.
Muitas pessoas se afastam porque erram e fogem da Igreja.
Não tem como pecar e estar bem com Deus. O peso do pecado produz o verdadeiro arrependimento.
 
Salmo 51:5
"Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe."
Deus conta com as suas falhas!
Davi reconhece que foi gerado numa natureza pecaminosa, e sabe que é passivo de falha. Muitos não querem assumir o erro por vergonha.
Ele queria a presença de Deus. O Senhor contava com as falhas de Davi; e mesmo assim ele se apresenta diante do Deus e confessa seu pecado.
 
Salmo 51:6
"Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria."
A verdade liberta!
Davi sabia que só a verdade poderia libertá-lo e transformá-lo. Ele traz à luz o que estava em oculto.
A verdade e a libertação andam de mãos dadas.
 
Salmo 51:7-9
"Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades."
Devemos clamar para o Senhor lavar as nossas vestes!
Davi sabia que só a verdade podia trazer o perdão.
Ele clama por purificação. Puro, limpo, leve, transformado — que sensação maravilhosa!
Lembre-se que triste é o resultado daquele que escolhe o caminho da manipulação, do pecado.
 
Existe restauração para a sua vida!
 
Salmo 51:10
"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto."
Se abra para ser transformado.
Ter um coração puro não pode ser resultado da força natural.
Como o Senhor criou céus e a terra, Ele cria em nós um coração puro porque sozinhos não conseguimos isso.
Criar = chamar à existência aquilo que não existe.
 
Salmo 51:11
"Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo."
Priorize a presença de Deus.
Quanto a aliança de Deus vale para você?
Quanto vale a presença de Deus para você?
Quando você se quebranta, tudo à sua volta muda.
 
Salmo 51:12
"Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário."
Uma pessoa que escolhe viver a vida cristã sem arrependimento perde a alegria da salvação. Peça para Deus devolver a alegria da salvação que foi roubada pelo pecado, pois ele te aprisiona e o transforma num cristão triste.
A alegria não depende de circunstâncias; somos felizes porque somos salvos.
 
Salmo 51:13
"Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão."
Restauração ministerial – quando você se arrepende e se conserta com Deus, você pode ter um ministério legítimo e eficaz.
Ele declara que, depois de restaurado, irá ensinar os caminhos do Senhor para aqueles que não conhecem.
Como vou ensinar vitória se ainda não venci?
Como vou ajudar se preciso ser ajudado?
 
Salmo 51:15
"Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor."
Abra seus lábios!
O homem que escolhe o caminho da verdade recebe um cântico novo do Senhor.
 
Salmo 51:16-17
"Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus."
O homem que se conserta com Deus recebe entendimento. O Senhor quer a sua sinceridade.
 
Salmo 51:18
"Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém."
Uma pessoa que esconde o pecado destrói seus muros, fica sem proteção, vulnerável.
 
Salmo 51:19
"Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar."
Deus se agrada de você. Então sua adoração, sua oferta e você serão aceitos.
 
Nesses dias a Igreja tem subestimado o poder do pecado. Muitos estão escondendo seus pecados como se fosse algo pequeno; mas o tempo não apaga o pecado, o que apaga é a confissão a Deus.
Você faz parte da geração eleita, povo escolhido, guerreiro(a) do Senhor; por isso esses conceitos precisam entrar como flecha no seu coração.
 
Seja verdadeiro, traga a luz para a sua vida e saiba que você tem um grande valor para Deus.
 
Deus abençoe
 
Ap. Rina
 

Igreja Evangélica Bola de Neve
Rua Turiassu, 734 Perdizes / São Paulo – SP
Cultos: Domingo 10h, 16h30 (tradução em Libras) e 19h30/ Quinta-feira 20h30 e Sábado 20h
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domingo, 29 de junho de 2008

Calvinismo

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Calvinismo

quarta-feira, 2 de abril de 2008, 19:36:14 | noreply@blogger.com (Claudia Lucia)Ir para artigo inteiro


João Calvino morreu
em maio de 1564 Calvinismo teve importante papel
nas revoluções inglesas do século XVII

"Nos fins do século XVI a terra passou das mãos da alta aristocracia à gentry (pequena e media nobreza rural), e das mãos de uma multidão de arrendatários jornaleiros, emparedados entre preços e rendas em alta inflacionista e salários estancados, às dos camponeses proprietários e terratenentes (yeomen). A terra também passou aos comerciantes, sobretudo aos pequenos (cujas margens de lucro aumentavam com a inflação) e aos mercadores mais ricos (que exploravam lucrativos monopólios comerciais). Por outra parte, também cresceram notavelmente o número e a fortuna dos juristas de prestígio. Em resumo, o que se produziu foi um deslocamento maciço das riquezas da Igreja e da Coroa, e das pessoas muito ricas ou muito pobres, para as mãos da classe média e da classe média alta". Lawrence Stone La Revolución Inglesa, in Revoluciones y Rebeliones de la Europa Moderna - Madrid, Alianza Editorial, 1978

A expansão do mercado de terras no continente europeu em meados do século XVI ocorre de forma diferenciada. Enquanto que na França esse fenômeno foi responsável pelo fortalecimento de relações feudais, na Inglaterra ocorreu exatamente o contrário, resultando no crescimento de características rurais capitalistas que transformaram a terra numa mercadoria.

O aumento dos preços dos derivados agrícolas e do consumo de matérias-primas e alimentos contribuía para valorizar o preço da terra. Aproveitando-se dessa situação, tanto os grandes como os pequenos produtores rurais, tentaram tirar vantagens ampliando suas posses através dos "cercamentos" (transformação da posse das terras coletivas, em propriedade privada). O Estado, por sua vez, para preservar seus interesses, impedia o avanço dos cercamentos e passava a enfrentar a oposição da gentry (nobreza rural mais progressista) e dos yeomen (camada mais rica dos pequenos e médios proprietários livres). Nesse período, a Inglaterra passou a ser a segunda potência marítimo-comercial, ficando atrás apenas da Holanda.

Além das questões sócio-econômicas responsáveis pelas revoluções inglesas do século XVII, as lutas de caráter político-religioso também foram determinantes. O "anglicanismo" era a religião oficial da Inglaterra desde 1534, quando o Parlamento aprovou o Ato de Supremacia e reconheceu a supremacia do rei Henrique VIII frente a Igreja Anglicana por ele mesmo criada, depois que o rei entrou em litígio com a Igreja Católica. Marcado por um sincretismo religioso, o anglicanismo possui uma forma mais católica e um conteúdo mais calvinista. Sua base social era representada por grupos favorecidos pelo Estado absolutista, como a grande nobreza e a burguesia monopolista.

O calvinismo foi uma doutrina criada por João Calvino, um dos principais reformadores protestantes. Na escola de Calvino, em Genebra, receberam instruções os fundadores da Igreja Presbiteriana. Calvino tentou transformar Genebra num Estado de fé calvinista. Queria criar uma teocracia - forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra. Assim, estabeleceu leis que foram dirigidas por suas doutrinas religiosas, abriu escolas, estimulou o comércio exterior, proibiu jogos de azar, alcoolismo, danças e outros.

Perseguia seus opositores e defendia a pena de morte a hereges. Mandou queimar Miguel Serveto, que era um médico contrário às suas doutrinas. Jacques Gruet foi decapitado, acusado de blasfêmia. Entre os anos de 1542 e 1546 havia em Genebra vinte mil pessoas apenas. Dessas, cinqüenta e sete foram executadas, sessenta e seis banidas e um número incalculável de encarceramentos. Todos esses casos foram por motivos religiosos.

As doutrinas do calvinismo são, entre muitas: a predestinação divina, no qual deus escolhe quem será salvo eternamente, salvação mediante a fé, subordinação do Estado à Igreja e outras.

O calvinismo desde meados do século XVII era a corrente protestante mais numerosa da Inglaterra, dividindo-se em várias facções, sendo a mais importante a dos "puritanos" representados principalmente pela média burguesia, contrária ao Estado absolutista e a religião oficial anglicana, que limitavam o direito de propriedade, fazendo com que os puritanos assumissem uma postura de oposição mais radical.

Outra facção calvinista era a dos "presbiterianos", marcados por um comportamento mais moderado, de aceitação ao Estado absolutista, visto que sua composição social majoritária era formada pela alta burguesia e por latifundiários favorecidos pelo Estado. Os "anabatistas" constituíam o grupo calvinista mais radical. Eram socialmente formados por artesãos e camponeses pobres, que combatiam o Estado, reivindicando a devolução de terras e o sufrágio universal. Além de perseguidos pelo Estado anglicano, eram discriminados pelos puritanos que consideravam a pobreza como expressão da falta de graça divina.

As idéias de Calvino ajudaram em medida o desenvolvimento do capitalismo, pois dizia que o predestinado deveria poupar, ao contrário do catolicismo que condenava até a usura. Max Weber em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo explana bem essa aliança entre calvinismo e capitalismo. João Calvino morreu em 27 de maio de 1564.

Fontes: Historianet.com.br
Geocities.yahoo.com.br

As 95 teses de Martinho Lutero

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As 95 teses de Martinho Lutero

quarta-feira, 2 de abril de 2008, 19:36:14(Claudia Lucia)Ir para artigo inteiro
Debate para o esclarecimento do valor das indulgências
pelo Dr. Martin Luther, 1517
http://www.luteranos.com.br/lutero/95_teses.html


Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.
7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.
15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.
20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.
30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.
36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.
37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.
39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.
40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.
49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.
61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.
62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.
65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.
68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.
69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.
71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.
75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.
79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.
81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.
82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?
83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?
85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?
88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!
93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!
94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;
95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.
 

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Dados Tecnicos:
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Fabricante: Editora Abril
Idioma: português
Formato: .RAR
Tamanho: 183,84 MB
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Curso Pratico de Canto - Volume IV

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Curso Pratico de Canto - Volume IV


Dados Técnicos;
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51,2Mb
Formato: Mp3
Taxa de Bits: 128Kbs
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