domingo, 20 de janeiro de 2008

Quem sou eu enquanto assisto ao espetáculo do circo evangélico?

Recebi este artigo hj em minha caixa postal. Estou repassando pq eu acho, melhor, tenho certeza, que é necessário discutirmos certos assuntos, repensarmos nossa atual forma de fazer igreja, nossas mágoas passadas cravadas na alma e marcas do mundo que ainda não saíram de nós e isso afeta nossa forma de fazer igreja, HOJE.
 
Escutamos MUITO: Temos que olhar pra Jesus e não para o homem. SIM, concordo em número, genêro e grau! Mas como dizer a uma pessoa que perdeu o marido, a família, por causa de lideranças que escutam fofoqueiros como se fossem juízes e batem o martelo sem escutar a outra parte??? Em provérbios diz que o sábio ouve as 2 partes antes de pensar qqr coisa de alguém!
 
Isso foi um caso verídico que escutamos (eu, minha irmã e um amigo nosso) de uma irmã que estávamos evangelizando e que está afastada da igreja, ela contava com ódio no olhar.... com ódio da igreja(membros e lideranças). Estava frustada com os irmãos que levaram ela para a igreja e eles mesmos a tiraram de lá. Tudo isso pq a irmã fofoqueira queria o marido dela.
 
Você encontrou uma igreja assim?? Peça direção ao Senhor, Ele te guiará para outra. Pq no nosso caso temos as uvas podres, mas temos as saudáveis tbem! Não somos todos iguais.
 
O que não concordo neste texto é que o irmão deveria ter escrito no título: Por que prefiro ir ao Mineirão a ir à CERTAS igrejas?
 
Mesmo com todo o circo de hoje, há muitas igrejas que valem a pena ir. Igrejas que garantem pelo menos o básico: louvor e palavra; mas se nestas não vai ter fofoca, injustiça, entre outros neste mesmo naipe, eu não coloco minha mão no fogo. AÍ EU TE DIGO: OLHE PARA O ALVO, QUE É JESUS!
 
É triste? mas é real. Abaixo o artigo:
 
 
Por que prefiro ir ao Mineirão a ir à igreja?
     
 
  vs.  
Por Gláuber Ataíde   
 

Por que prefiro ir ao Mineirão a ir à igreja? Eu não diria que a resposta mais direta a essa pergunta seja "porque o autor do texto está desviado". Não, certamente essa não é a resposta. Antes de explicar o por que dessa afirmação, devo afirmar que não gosto dessa situação. Eu realmente gostaria de ir à igreja tanto quanto (ou mais do que) gosto de ir a um estádio de futebol. Devo afirmar também que não falo da igreja de forma generalizada, mas apenas de algumas de minha experiência pessoal. No entanto, sendo que aquilo que encontrei nessas igrejas não é muito mais que circo, que espetáculo, decidi procurar um circo que pelo menos não me fizesse sentir tão mal ao apagar das luzes e ao fechar das cortinas.

Posso começar falando não do espetáculo em si, mas da minha posição de espectador. Quem sou eu enquanto assistindo ao espetáculo do circo evangélico? Mais um na multidão, apenas. Melhor dizendo, mais uma, no feminino, pois lá sou uma ovelha. Porém, as igrejas deveriam ser um lugar de relacionamento, pois creio que isso está na própria essência do que é ser igreja. Mas relacionamentos não são necessários para se caracterizar um circo.

Apesar disso, sempre existe um tipo de relação entre os espectadores, e comecei a gostar mais da companhia dos meus "irmãos no Atlético-MG" do que da companhia dos meus "irmãos em Cristo". Acho eles mais sinceros, pelo menos. Durante o espetáculo no Mineirão, nenhum palhaço nos manda, de lá do picadeiro verde e gramado, virar para o torcedor ao lado e dizer friamente que o ama, ou coisas do tipo. E nenhum deles faz isso, de forma alguma. Mas na hora do gol... A alegria é verdadeira. Na hora da derrota,a lágrima é verdadeira. Compartilhamos esses sentimentos enquanto ali estamos. Nos abraçamos de forma espontânea na hora do gol, e somos sinceros quando não gostamos do que vemos - xingamos o juiz e os jogadores quando merecem, pois lá ninguém está acima da crítica. Já em outros circos...

Não precisamos também de muitos motivos para cantar no Mineirão. Nem precisamos de aparelhagem e instrumentos caros. Temos apenas nossas vozes e nossas mãos. Nossas rimas são mais criativas, e são da mesma profundidade intelectual dos mantras gospel entoados nos circos evangélicos. E cantamos com mais sinceridade, sim.

E para acompanhar a música, é tão mais agradável ver as pomponetes do galo do que ver aquelas irmãzinhas com vestidos esvoaçantes, cantando aos quatro ventos seu Complexo de Édipo e seus desejos sexuais reprimidos! Sim, cada uma daquelas irmãzinhas cantando "sou insaciável" e com vontade de "sentar no colo do pai"... Ah, sim! As pomponetes do Galo são um melhor espetáculo, sim.

E de lá do meio do picadeiro, o show é tão mais agradável no Mineirão! Não sinto no estádio falta de profundidade intelectual, pois não é isso que os 22 palhaços das 2 equipes têm a oferecer. Não espero aquilo que não devo deles esperar. E quando vemos no campo alguma mentira, isso não irrita tanto, pois a malandragem faz parte do futebol: valorizar uma falta que não foi tão séria quanto parece, ficar muito tempo caído para ganhar tempo quando seu time está ganhando, etc. Mas é válido mentir no picadeiro do circo gospel? Seria errado esperar alguma profundidade intelectual do espetáculo evangélico? Bem, pelo menos eu acho que não, e essa expectativa não correspondida gera em mim certa frustração.

Minhas necessidades circenses são melhor satisfeitas no Mineirão, e se o que essas igrejas têm a oferecer é apenas circo, e um circo pobre, ruim, medíocre, eu não preciso delas. São por essas e outras razões que eu prefiro ir ao Mineirão a ir à igreja.

Glauber Ataide

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